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Para ver mais, desvios repletos de boas surpresas

24 de agosto de 2010 | 2h 45
Evelyn Araripe ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo

   

 
 A Pequena Sereia. Monumento aguarda ciclistas no final da viagem, em Copenhage

Faz todo o sentido preparar o corpo e o ânimo para pedalar um pouco mais que os 630 quilômetros oficiais da rota Berlim-Copenhague. O próprio mapa sugere desvios: uma igreja meio despencada sobre o mar, uma bela praia para ver o pôr do sol, entre outras surpresas.

 
Na cidadezinha alemã de Zehdenick, as ruínas de um castelo escondem um jardim e um museu que garantem boas fotos de viagem. Mais à frente, em Krakow am See, sair da rota significa curtir um passeio de caiaque em um lago com vocação para cenário, cercado de montanhas. Antes de embarcar na balsa para a Dinamarca em Rostock (que tal deixar para a manhã do dia seguinte?), aproveite o fim de tarde para admirar o pôr do sol na praia de Warnemünde e depois seguir para um dos restaurantes que cercam a praia.


No trecho dinamarquês, admirar castelos é o grande motivo para estender a viagem. São tantos que se tornam quase banais na paisagem. Mas não espere entrar em todos os que surgirem pelo caminho. A maioria se tornou propriedade particular, caso do Vallo, na região de Stroby Egede, certamente o mais bonito. Seu interior foi transformado em residência de luxo. Mas o jardim é aberto a visitas - e, se for o caso, a um piquenique.


Outra possibilidade de desvio interessante surge em Rodvig, para conhecer a Igreja Hojerup. Um pedaço do templo, construído em 1250 à beira de um penhasco, caiu no mar em 1928. Os visitantes são autorizados a entrar para conhecer a parte que sobrou da construção. Além de apreciar a paisagem da varanda sobre as águas.


No fim, tantas atrações somaram 178 quilômetros ao trajeto básico. Desta forma, no fim da viagem, atingimos a respeitável marca de 808 quilômetros pedalados.