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Programa da Índia

15 de janeiro de 2008 | 3h 01
O Estado de S.Paulo

Nova Délhi é barulhenta, caótica, lotada. Tem lugares de visita obrigatória e filas enormes em cada um deles. Quem só agüenta bater perna de dia, pode apelar para a ioga indiana e para a meditação, antes de dormir. Quem tiver pique para a noite... Nova Délhi é barulhenta, caótica, lotada. E nas baladas certas, isso é muito bem vindo.

Para dar conta de fazer turismo histórico (ok, comprinhas também) e conhecer a vida noturna da cidade é preciso elaborar uma estratégia. Nada muito complicado.

Primeiro, ir na época certa. Entre novembro e fevereiro é a melhor estação - ou seja, agora -, a temperatura fica abaixo dos 25° C e a umidade da monções recua.

Já lá, é bom programar o relógio biológico para descansar à tarde, hora em que as filas são mais intensas em lugares como o Red Fort (leste de Chandni Chowk), a mais importante cidade-palácio da capital; o Nizamuddin Dargah (Mathura Road), templo do reverenciado santo sufi Nizamuddin Auliya; a Jama Masjid (Kasturba Hospital Marg), maior mesquita da Índia e último feito arquitetônico de Shah Jahan; a Tumba de Humayun''''s (Travessa da Mathura Road); a área de Connaught Place, com seus prédios modernos, lojas e cinemas; o Qutb Minar Complex (Off Aurobindo Marg) primeiro monumento muçulmano da Índia e, claro, o Taj Mahal (na cidade de Agra).

Por último, ir a baladas garantidas. O Elevate (elevateindia.com) tem a maior pista de dança do país. Para chegar, é preciso cruzar o Rio Yamuna e, no caminho, há vários clubes que tocam de bhangra a sufi urbano, passando por hip hop e house progressivo. Há ainda o Shalom (shalomdelhi.com) e o Djinns (mais popular, dentro do hotel Hyatt). Já o India International Centre (iicdelhi.nic.in) e o India Habitat Centre (indiahabitat.org) são bons espaços de shows.

Délhi do imaginário

No mercado Nizamuddin, barracas de comida e de tecido se misturam a ambulantes vendendo de tudo: chapéus fez, livros sobre filosofia islâmica, livretos de poetas como Khusrao e Ghalib. Aqui, onde também há um povoado, fica o Nizamuddin Dargah, o templo do reverenciado santo sufi Nizamuddin Auliya.

Délhi da modernidade

Com imensos bulevares e prédios grandiosos, a Connaught Place é um distrito comercial com lojas, restaurantes e cinemas e abriga também os mais importantes prédios parlamentares e escritórios públicos do país. A disposição concêntrica das ruas inclui até um Central Park - hoje bonito e arborizado (ficou anos abandonado). Acima da estação central do novo metrô da cidade, tornou-se ponto de passagem para a maioria dos usuários.

Destinos

Maresia à espanhola: no verão, a praia de Maresias, no litoral norte de São Paulo, mistura música eletrônica com areia e brinca de Ibiza durante o dia. Na 6ª edição do Skol Spirit (skolspirit.com.br), além de lounge com espreguiçadeiras, camas e chuveirões, DJs como Ingrid e Pablo Fantoni assumem as picapes do lugar. Também por ali, aulas de mixagem gratuitas e dicas sobre estilos de música eletrônica. Até dia 27. Grátis. A pé, de bicicleta ou a cavalo (e sem lotação): histórica e tranqüila, a cidade mineira de Tiradentes também tem a calma abalada durante o carnaval. Enquanto isso não acontece, dá para visitar sem estresse a Matriz de Santo Antônio. Mais rica igreja do País em quantidade de ouro e um dos maiores templos do barroco brasileiro, sua fachada foi um dos últimos projetos de Aleijadinho. Se a idéia for também descarregar energia, vale se aventurar no trekking, biking e cavalgada na Estrada Real, antiga rota de escoamento do ouro mineiro até Paraty.

Tartaruguinhas no berçário: janeiro e fevereiro são os meses de pico para abertura de ninhos de tartarugas na sede nacional do Projeto Tamar (tamar.org), na Praia do Forte, litoral norte da Bahia. Quem estiver por lá (são 50km de Salvador) pode acompanhar o nascimento e a soltura das tartaruguinhas no mar - nem todas conseguem chegar sozinhas à areia.