Reitores e grevistas sentam à mesa para negociar
Cruesp se comprometeu a tirar polícia do câmpus e sindicato a não fazer piquetes
O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e o Fórum das Seis, que agrega os sindicatos de professores e funcionários, se reúnem nesta segunda-feira, 22, para discutir a pauta unificada de reivindicações da greve que paralisa parte dos serviços da Universidade de São Paulo (USP) desde 5 de maio.
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O Cruesp garantiu que a Polícia Militar não estará no câmpus e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) se comprometeu a não fazer piquetes - mas o compromisso foi firmado só para esta segunda-feira.
Na última reunião, realizada dia 16, o Cruesp propôs o encontro para dar continuidade às negociações. Em ofício enviado ao Cruesp na sexta-feira, 19, o Sintusp garantiu que não haveria piquete no dia da reunião, desde que a PM não estivesse no câmpus. No ofício de resposta, o Cruesp garantiu que a polícia não estaria presente.
A assessoria de imprensa da USP informou que há uma disposição da universidade e do Cruesp para que a PM não volte, mas isso "dependerá dos próximos acontecimentos".
De acordo com o dirigente do Sintusp, Magno de Carvalho, os piquetes serão mantidos nos dias em que não houver negociação. "Estamos dispostos a negociar. Mas, se a polícia estiver no câmpus, não há negociação", disse. "Queremos que a negociação avance porque, se não houver avanço, a radicalização será maior ainda", alertou.
O Sintusp também enviou à USP um ofício propondo uma reunião na terça-feira, 23, para discutir a pauta específica de reivindicações dos funcionários, mas ainda não obteve resposta, segundo Carvalho.
Vigília
Funcionários e alunos em greve fizeram vigília durante todo o último fim de semana na sede do Sintusp, por causa da confusão ocorrida na sexta-feira durante a primeira manifestação de estudantes contrários à greve. Houve empurra-empurra entre alunos contrários e favoráveis ao movimento. O estudante de História Rodrigo Souza Neves, de 22 anos, contrário à paralisação, foi agredido.
Segundo Carvalho, que participou da vigília, documentos importantes foram retirados do sindicato ou guardados no cofre para evitar um possível ato de vandalismo por parte dos estudantes contrários à greve.
De acordo com Neves, que fez boletim de ocorrência contra a agressão que sofreu, os estudantes contrários à greve não tinham intenção de provocar nenhum ato violento. "Escolhemos a Praça do Relógio porque era um local isolado, aberto, e não atrapalharíamos as aulas nem incomodaríamos ninguém", disse.
Segundo o estudante, os grevistas distribuíram panfletos alegando que o movimento contrário à paralisação pretendia colocar fogo no Sintusp, no Diretório Central dos Estudantes (DCE) e na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). "O objetivo deles era insuflar as pessoas que estavam nesses locais a vir nos agredir. E conseguiram".
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