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Siga o roteiro da cerveja. Aqui ou pelo mundo

Uma edição especial para quem tem sede de viajar - aprecie a leitura sem moderação

09 de outubro de 2007 | 3h 59
Adriana Moreira e Mônica Nóbrega - O Estado de S.Paulo

Ao longo dos anos, centenas de milhões de pessoas fizeram uso dessa mistura de lúpulo, levedo e grãos - pode ser cevada, trigo, milho ou até arroz - para aliviar a sede. Além de ser uma (ótima) desculpa para encontrar e fazer amigos, tomar uma cerveja, em alguns países, faz parte da cultura.

 

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É assim na Bélgica, que trata a fabricação da bebida com esmero ímpar. Também na Alemanha, a casa da Oktoberfest. E nos animados pubs irlandeses, onde a Guinness tem status superior. A Heineken, por sua vez, expandiu sua fama para além das fronteiras da Holanda e transformou a visita à fábrica em programa obrigatório para o turista em Amsterdã.

E se você acha que, vez ou outra, exagera na dose, vai se surpreender com a quantidade consumida mundo afora. O recorde vem da República Checa: 157 litros per capita por ano. E o Brasil? Apenas 47 litros.

Em compensação, bebe-se por aqui a cerveja mais gelada, em torno de zero grau - não que isso seja elogio. Segundo a mestre cervejeira e beer sommelier Cilene Saorin, a baixa temperatura anestesia terminações nervosas responsáveis por sentir o sabor e impede que se perceba as nuances das cervejas. Portanto, não estranhe se, na Bélgica ou Alemanha, sua gelada não vier tão gelada assim. A temperatura ideal para servir a bebida varia com o tipo, mas normalmente fica entre 2 e 10 graus.

Não é de hoje que o homem faz seus brindes. Os primeiros indícios mostram que os sumérios, há 8 mil anos, já fabricavam cerveja na Mesopotâmia. No entanto, acredita-se que a bebida era conhecida há muito mais tempo.

Logo se vê que o gosto por essa mistura fermentada não tem fronteiras. Lendas contam que foi o deus Osíris quem ensinou aos egípcios a arte de fabricar cerveja, antes do ano 3000 a.C.. Na mesma época, os chineses moíam cereal para fazer o tsoui, usado como oferenda aos ancestrais. Isso sem falar nos romanos, celtas e até nos incas, cuja versão, chamada de chicha e fabricada com milho, era servida nas mais diversas ocasiões.

Veja nesta edição um roteiro para ser feito com moderação. Escolha, com calma, onde começar a ''''tomar uma'''' e terminar com a saideira. Só assim você poderá curtir, com propriedade, cada um dos destinos e suas respectivas cervejarias. E terá tempo para curar uma eventual ressaca...