Tem saquê na minha Caipirinha
\"Sakerinha\" ganha espaço nos balcões de bar
A miscigenação chegou ao boteco. O saquê, mais suave do que a danada da cachaça, piscou para o barman, que trocou a pinga pela bebida japonesa na hora de fazer o drinque. Resultado: sai a caipirinha, entra a sakerinha. "Faz muito sucesso entre as mulheres, por ter um charme a mais e por seu baixo teor alcoólico (15%)", explica Mário Tucillo, sócio do restaurante São Paulo-Tokyo. A casa, por sinal, acaba de incluir no cardápio uma caipirinha de saquê com limão siciliano, gengibre e mel. "É muito saborosa", garante.
Segundo o chef Adriano Kanashiro, do Kinu, as caipirinhas estão disputando uma boa fatia da carta de saquês. "Há três variedades de saquê: o fermentado, que lembra o processo do vinho, com teor alcoólico entre 10 a 12 gl, os destilados, que parecem pinga (com 40, 45 gl), e um intermediário." Outra bebida que vem sendo usada, segundo Kanashiro, é o Shothu.
No Nakasa, que agora oferece degustação de saquês, a carta de sakerinhas tem desde a receita campeã de vendas - a de frutas vermelhas - até opções bem brasileiras, como a de carambola, manjericão e pimenta.
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