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Nova classe média chinesa impulsiona mudanças sociais e políticas no país

07 de fevereiro de 2010 | 15h 48
Fred Leal

Quando a Lenovo assumiu toda a divisão de hardware pessoal da IBM, em 2005, a fabricante de computadores chinesa não estava apenas consolidando o sucesso de sua expansão. A aquisição garantiu credibilidade à Lenovo, que ainda sofria com a falta de identidade dos produtos chineses no mercado internacional.

"Antes, éramos conhecidos como fabricantes de boas versões de produtos ocidentais. Nosso desafio é manter o que conquistamos e mostrar que temos novas ideias. É um pensamento global", diz Gao Zheng, engenheiro da Lenovo.

Entre o fim dos anos 90 e o começo dos 00, a China e boa parte dos então chamados "Tigres Asiáticos" desenvolveram uma forte indústria de tecnologia. Mas em vez de disputar mercado com marcas conhecidas, as companhias chinesas se voltaram ao modelo OEM (Original Equipment Manufacturer), em que produtos e componentes fabricados são vendidos a outras empresas e usados na montagem de outros produtos.

Com o passar dos anos e o crescimento da classe média chinesa, desenvolveu-se o conhecimento e a especialização, além da demanda por produtos de maior qualidade. Afinal, a classe média no país já reúne cerca de 150 milhões de chineses – quase toda a população brasileira, mas, ainda assim, menos de 10% dos habitantes da China.

Mais que consumidores, a classe média chinesa também é um dos principais catalisadores de transformações sociais na China. De acordo com relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China deve superar o volume de produção industrial dos EUA até 2015.

De postura mais liberal e menos subserviente, a nova classe é responsável pelo choque de valores que acompanha todo o processo de flexibilização do sistema político chinês – ao mesmo tempo em que ameaça a predominância do conservadorismo.

Governo pretende aumentar fonte de energia renovável O governo chinês estabeleceu no ano passado uma série de metas para geração de eletricidade a partir de fontes renováveis. O objetivo maior é que esse tipo de energia chegue a 40% de toda eletricidade disponibilizada no país até 2050.

Para que isso aconteça, um dos focos do governo chinês é a ampliação da rede de geração eólica – segundo a Administração Nacional de Energia chinesa, a taxa de aumento anual deve chegar aos 20%.



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