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Apple diz que desbloqueio pode danificar iPhone

Software será atualizado nesta semana e tornará os aparelhos \"permanentemente inoperáveis\"

25 de setembro de 2007 | 12h 48
Reuters

A Apple disse nesta segunda-feira, 24, que programas disponíveis na internet para permitir que o iPhone seja usado com outras operadoras de telefonia móvel que não a AT&T podem prejudicar o aparelho de forma irreparável.

 

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A Apple, que produz os computadores Mac, os players de mídia iPod e opera a loja online de música iTunes, informou que assim que uma atualização de software fornecida pela Apple for instalada no iPhone, "isso provavelmente fará com que os iPhones alterados se tornem permanentemente inoperáveis".

 

Desde o lançamento do iPhone, no final de junho, a Apple vendeu mais de um milhão de unidades, atingindo a meta estipulada antes do prazo previsto, o final de setembro.

 

"Não estamos tomando medidas pró-ativas para desativar iPhones que tenham sido hackeados ou desbloqueados", disse Phil Schiller, vice-presidente mundial de marketing de produtos da Apple, em entrevista à Reuters.

 

Perguntado sobre o volume de download de software que desbloqueia o iPhone, ele respondeu: "Não sabemos".

 

A empresa também disse que um iPhone que deixe de funcionar devido ao uso de software de desbloqueio perderá a garantia.

 

A Apple planeja lançar a próxima atualização do software do iPhone ainda nesta semana, informou a empresa em comunicado. Nos Estados Unidos, a AT&T é a única operadora autorizada.

 

"Minha suspeita é que isso seja uma obrigação contratual", disse Van Baker, analista do grupo de pesquisa Gartner. "Provavelmente o contrato entre eles inclui cláusulas que dispõe que a Apple se esforce ao máximo para corrigir alterações de software que desbloqueiem o aparelho ou o tornem acessível por meio de outras redes."

 

Vários hackers tiveram sucesso no mês passado no "desbloqueio" do iPhone, o que significa torná-lo capaz de operar com outras redes de telefonia móvel.

 

Esses programas exigem algum conhecimento técnico a fim de modificar o software do aparelho, e devem atrair um pequeno número de usuários que não desejam assinar o contrato obrigatório de dois anos com a AT&T, ou planejam usar o aparelho fora dos EUA.



Tópicos: Apple, IPhone