Ataque externo afeta serviço de banda larga da Telefônica
Reclamações de usuários insatisfeitos têm se propagado em serviços de redes sociais como Twitter e Orkut
Falhas no serviço de banda larga oferecido pela Telefônica em São Paulo estão sendo provocadas por "ações deliberadas e de origem externa", informou a companhia nesta quinta-feira.
A companhia, que no ano passado concordou em oferecer desconto aos mais de 2 milhões de usuários do serviço Speedy que gerou impacto de 24 milhões de reais na receita operacional da empresa, informou que as ações externas têm ocorrido nos últimos dias e que comunicou o fato a autoridades para apurar sua origem.
Nos últimos dias, reclamações de usuários insatisfeitos com falhas no serviço de banda larga da empresa têm se propagado em serviços de redes sociais como Twitter e Orkut.
Segundo comunicado da companhia de origem espanhola à imprensa, "estas ações externas caracterizam-se pela criação artificial de um número elevado de solicitações simultâneas aos servidores DNS. Esta ação intencional visa esgotar a capacidade dos servidores e fazer com que as solicitações artificiais concorram com as solicitações legítimas, gerando as dificuldades de navegação em páginas de Internet".
Procurada, a empresa informou que não dará mais informações sobre o assunto.
Na nota, a companhia afirma que "em geral" não há interrupção de serviços de mensagens instantâneas e de trocas de arquivos. "Da mesma forma, não são afetados serviços de comunicação e rede de dados corporativos e de suporte a serviços públicos."
No início de julho do ano passado, uma pane na rede de dados da Telefônica afetou milhões de pessoas no Estado de São Paulo ao cortar por várias horas serviços de Internet rápida fornecidos pela operadora a empresas e órgãos do governo estadual. Depois de solucionado o problema, a Telefônica concedeu cinco dias de desconto na fatura dos assinantes do Speedy.
A empresa, que anunciou investimentos de 2,4 bilhões de reais este ano no Brasil, foi alvo em fevereiro de abertura de ação civil pública pela Promotoria da Justiça do Consumidor do Ministério Público de São Paulo. O processo pediu multa à empresa de 1 bilhão de reais por "danos materiais e morais causados a milhões de consumidores nos últimos cinco anos diante da má qualidade dos serviços prestados e violação dos direitos dos usuários".
(Por Alberto Alerigi Jr.; Edição de Taís Fuoco)
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