Cerca de 20% dos trabalhadores mundiais trabalham de casa
Cerca de um em cada cinco trabalhadores mundiais, especialmente no Oriente Médio, América Latina e Ásia, trabalha de casa frequentemente, e quase 10 por cento deles trabalham de casa todos os dias, de acordo com uma nova pesquisa Ipsos/Reuters.
Trabalhar de casa é especialmente popular na Índia, onde mais de metade dos trabalhadores o fazem; na Indonésia, o índice é de 34 por cento; o México registra 30 por cento, seguido por Argentina, África do Sul e Turquia.
No entanto, essa opção de trabalho é menos popular na Hungria, Alemanha, Suécia, França, Itália e Canadá, onde menos de 10 por cento das pessoas trabalham de casa.
"A história na verdade gira em torno dos mercados emergentes, e não sei se o Ocidente está a ponto de desenvolver tendência parecida", disse a gerente de pesquisa da Ipsos Global Public Affairs, Keren Gottfried, que conduziu o levantamento.
"Mas muitas das vantagens são claras. A Europa e a América do Norte concordam que trabalhar de casa é uma ótima maneira de reter mulheres na força de trabalho. Isso causa menos estresse por reduzir a necessidade de deslocamento e oferece melhor equilíbrio entre a vida profissional e pessoal", disse ela em entrevista.
A pesquisa trata de profissionais que trabalham longe de seus escritórios, comunicando-se por telefone, e-mail ou em chats online, quer todos os dias, quer ocasionalmente.
Os avanços da tecnologia e das telecomunicações permitiram que as pessoas trabalhem de forma efetiva e eficiente sem que precisem estar o tempo todo em suas mesas no escritório. A tendência cresceu e parece que persistirá, já que 34 por cento dos trabalhadores que recorrem a esse método dizem que o fariam em tempo integral, se pudessem.
Entre os pesquisados, 65 por cento disseram que trabalhar de casa é produtivo porque oferece ao trabalhador mais controle sobre sua vida profissional.
"Isso dá à pessoa a oportunidade de trabalhar quando é mais produtiva", disse Keren. "Você trabalha quando sabe que pode executar seu trabalho melhor."
A Ipsos entrevistou 11.383 pessoas online em 24 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido, Rússia, Suécia e Turquia.
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