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Escuta telefônica do FBI é cortada por falta de pagamento

11 de janeiro de 2008 | 11h 18
RANDALL MIKKELSEN - REUTERS

Uma empresa telefônica cortou uma

escuta internacional do FBI depois que a agência federal deixou

de pagar sua conta em dia, de acordo com uma auditoria do

governo norte-americano divulgada na quinta-feira.

A auditoria, conduzida pelo inspetor geral do Departamento

da Justiça, disse que o FBI é culpado de mau uso do dinheiro

utilizado em investigações clandestinas, e que essas práticas

tornam a agência vulnerável a roubos e problemas no pagamento

de faturas.

O estudo apontou o caso de uma escuta instalada sob

autorização da lei de vigilância externa, que rege o uso de

recursos eletrônicos para espionar suspeitos de terrorismo e de

delitos internacionais, que terminou cortada devido ao não

pagamento de uma conta.

"Os atrasos de pagamento levaram operadoras de

telecomunicações a efetivamente desligar linhas telefônicas

instaladas como escuta pelo FBI, o que resultou em perda de

provas, incluindo um caso no qual a distribuição de informações

interceptadas nos termos da lei foi suspensa devido ao atraso

no pagamento", afirma o relatório.

Cynthia Schnedar, porta-voz da inspetoria da Justiça, disse

que não era possível fornecer detalhes adicionais sobre a

escuta prejudicada.

O FBI reconheceu "alguns poucos casos" nos quais o atraso

no pagamento de contas de telefone causou perturbação na

vigilância, e acrescentou que "essas interrupções foram

temporárias e, de acordo com nossas avaliações, nenhum desses

casos foi afetado de maneira significativa."

A American Civil Liberties Union disse que o relatório

destaca a hipocrisia das operadoras de telefonia, que desejam

que o Congresso lhes conceda imunidade contra processos por

cooperação com certas escutas, sob a alegação de que estão

agindo a serviço do país.

Boa parte do relatório continha informações sensíveis sobre

questões de policiamento e segurança, e diversos detalhes foram

retidos.

O programa de vigilância internacional do governo,

denunciado como inconstitucional e invasivo em excesso pelos

oponentes, está sendo debatido pelo Congresso com vistas a uma

possível renovação.

Os legisladores chegaram a um impasse quanto ao escopo do

programa e às proteções contra processos para as operadoras

telefônicas que participaram de um programa de escutas

domésticas iniciado pelo presidente George W. Bush depois dos

ataques de 11 de setembro.

(Tradução Redação São Paulo 5511 5644-7745))



Tópicos: TECH, ESCUTA, FBI