Escuta telefônica do FBI é cortada por falta de pagamento
Uma empresa telefônica cortou uma
escuta internacional do FBI depois que a agência federal deixou
de pagar sua conta em dia, de acordo com uma auditoria do
governo norte-americano divulgada na quinta-feira.
A auditoria, conduzida pelo inspetor geral do Departamento
da Justiça, disse que o FBI é culpado de mau uso do dinheiro
utilizado em investigações clandestinas, e que essas práticas
tornam a agência vulnerável a roubos e problemas no pagamento
de faturas.
O estudo apontou o caso de uma escuta instalada sob
autorização da lei de vigilância externa, que rege o uso de
recursos eletrônicos para espionar suspeitos de terrorismo e de
delitos internacionais, que terminou cortada devido ao não
pagamento de uma conta.
"Os atrasos de pagamento levaram operadoras de
telecomunicações a efetivamente desligar linhas telefônicas
instaladas como escuta pelo FBI, o que resultou em perda de
provas, incluindo um caso no qual a distribuição de informações
interceptadas nos termos da lei foi suspensa devido ao atraso
no pagamento", afirma o relatório.
Cynthia Schnedar, porta-voz da inspetoria da Justiça, disse
que não era possível fornecer detalhes adicionais sobre a
escuta prejudicada.
O FBI reconheceu "alguns poucos casos" nos quais o atraso
no pagamento de contas de telefone causou perturbação na
vigilância, e acrescentou que "essas interrupções foram
temporárias e, de acordo com nossas avaliações, nenhum desses
casos foi afetado de maneira significativa."
A American Civil Liberties Union disse que o relatório
destaca a hipocrisia das operadoras de telefonia, que desejam
que o Congresso lhes conceda imunidade contra processos por
cooperação com certas escutas, sob a alegação de que estão
agindo a serviço do país.
Boa parte do relatório continha informações sensíveis sobre
questões de policiamento e segurança, e diversos detalhes foram
retidos.
O programa de vigilância internacional do governo,
denunciado como inconstitucional e invasivo em excesso pelos
oponentes, está sendo debatido pelo Congresso com vistas a uma
possível renovação.
Os legisladores chegaram a um impasse quanto ao escopo do
programa e às proteções contra processos para as operadoras
telefônicas que participaram de um programa de escutas
domésticas iniciado pelo presidente George W. Bush depois dos
ataques de 11 de setembro.
(Tradução Redação São Paulo 5511 5644-7745))
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