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Freqüentadores de Copacabana terão internet gratuita

Programa Orla Digital, lançado nesta 3ª, instala rede de comunicação banda larga sem fio que permite o acesso

22 de julho de 2008 | 15h 39
Agência Brasil

A partir desta terça-feira, 22, moradores, turistas e freqüentadores da praia de Copacabana, na zona sul do Rio, poderão ter acesso à internet gratuitamente, por meio de uma rede de comunicação banda larga sem fio. O programa Orla Digital, lançado durante a manhã, foi desenvolvido pela Coordenação de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e tem capacidade para permitir o acesso de aproximadamente 100 mil usuários.

 

Nesta primeira fase, foram habilitados 11 pontos de acesso, onde os usuários poderão conectar os laptops. O trecho tem cobertura entre a Rua Santa Clara e a Avenida Princesa Isabel. Até o fim do próximo mês, com a instalação de outros 10 pontos e com a conclusão do projeto, o acesso será possível em toda a orla de Copacabana, totalizando 4,5 quilômetros de extensão.

 

Segundo o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Cardoso, esse é o maior sistema de redes já instalado em toda a América Latina, com o custo de R$ 980 mil. Os recursos foram repassados pelo governo do Estado, por meio da Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj).

 

Cardoso ressaltou ainda que pretende estender a iniciativa aos municípios da Baixada Fluminense e ao bairro do Maracanã, na zona norte do Rio, até o fim do ano. No entanto, o governador do Rio, Sérgio Cabral, não assegurou que vai haver reforço no policiamento de Copacabana para garantir a segurança dos usuários dos computadores portáteis na região, mas enfatizou que o combate à criminalidade em todo o Estado é uma das prioridades de seu governo.

 

"Estamos reforçando a segurança em todas as áreas para que o cidadão tenha tranqüilidade. Certamente, o programa não está comprometido por conta desse temor", disse.

 

O secretário Alexandre Cardoso afirmou que o projeto prevê a instalação de câmeras nos pontos de acesso e que os equipamentos poderão ser usadas pela secretaria estadual de Segurança Pública para monitorar a região.