Governo da Colômbia pode encerrar joint-venture com Telefónica
O governo da Colômbia alertou na quarta-feira que poderá liquidar a joint-venture com a gigante espanhola de telecomunicações Telefónica se os legisladores locais não aprovarem o plano de capitalização de 3,9 bilhões de dólares.
A Telefónica possui 52 por cento de participação na Colômbia Telecomunicaciones, a maior provedora de serviços de telefonia fixa no país andino. O governo detém o restante.
O ministro das Finanças, Juan Carlos Echeverry, disse aos congressistas que se o Congresso não aprovar o programa de capitalização de 7,5 trilhões de pesos (3,89 bilhões de dólares), "a companhia vai ser liquidada e seus ativos serão leiloados".
Echeverry disse que o Congresso tem que aprovar o plano antes de parar para o recesso em três semanas, uma vez que a companhia possui dívida de 1,9 trilhão de pesos vencendo até o fim do ano.
O presidente da Colômbia Telecomunicaciones, Alfonso Gomez, que representa a Telefónica, respondeu ao alerta.
"Nós estamos apoiando a capitalização. Estamos prontos e disponíveis para capitalizar, mas se o governo não vê outra opção que a liquidação, nós acataremos", afirmou.
O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, possui o apoio de mais de 90 por cento do Congresso.
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