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Leilão 3G será marcada por disputa acirrada e ágio de 40%

Serão colocadas à venda 44 licenças, distribuídas em 11 áreas de atuação

18 de dezembro de 2007 | 8h 09
Gerusa Marques e Beatriz Abreu, da Agência Estado

O leilão das licenças de terceira geração da telefonia celular (3G), que será realizado nesta terça-feira, 18, a partir das 10 horas, deverá ser marcado por disputas acirradas e ágios, principalmente pelas áreas da região metropolitana de São Paulo e do interior paulista. O ministro das Comunicações, Hélio Costa, previu um ágio total de cerca de 40% sobre o preço mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações(Anatel). "A última informação que eu tive é de que já passam de R$ 4 bilhões", disse na segunda o ministro à Agência Estado, sobre a expectativa de arrecadação com a venda das freqüências.

 

Serão colocadas à venda 44 licenças, distribuídas em 11 áreas de atuação. Se inscreveram para participar do leilão oito empresas, entre elas as operadoras Vivo, TIM, Claro, Oi e Brasil Telecom. A expectativa do mercado é de que as licenças mais disputadas serão aquelas dos grandes centros urbanos, incluindo as de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

 

A tecnologia da terceira geração amplia a capacidade do celular, permitindo às operadoras oferecerem serviços de banda larga. A conexão à internet em alta velocidade transforma o telefone móvel em uma espécie de computador portátil e possibilita ao cliente enviar e baixar arquivos mais pesados, como vídeos, fotos e músicas.

 

Na avaliação de técnicos do setor, as maiores empresas - como Vivo, TIM e Claro - deverão comprar licenças em todas as áreas para garantir uma atuação nacional na nova tecnologia. Executivos das próprias empresas já declararam que a as freqüências de 3G são essenciais para a ampliação do negócio. Hoje há no Brasil, 116,3 milhões de celulares.

 

Regras do leilão

 

Pelas regas da licitação, vencerá a disputa quem pagar mais pela licença. O maior preço pela outorga será combinado, porém, com critérios de universalização, como a obrigação de atender em dois anos todos os 2 mil municípios brasileiros que ainda não têm celular. Neste caso, as empresas podem aproveitar, nos primeiros cinco anos, a tecnologia que usam atualmente e que é menos moderna que a 3G.

 

Os contratos com as empresas vencedoras deverão ser assinados em janeiro e as empresas começarão a prestar os serviços no segundo semestre de 2008. A meta estabelecida pela Anatel é de que em oito anos, 3.600 municípios terão a cobertura das redes de terceira geração.

 

As licenças foram distribuídas em 36 lotes. Para garantir que haja serviços de 3G em todo o País, a Anatel estabeleceu uma regra apelidada de "filé com osso". Quem levar a licença da região metropolitana de São Paulo terá que prestar os serviços de 3G na região Norte e que comprar a freqüência do interior paulista terá que operar também em parte do Nordeste.



Tópicos: Tecnologia 3G