Novo presidente do Yahoo precisa aceitar acordo com Microsoft
Antes da saída de Jerry Yang, Yahoo estudou parcerias com o Google e com a America Online, da Time Warner
Para impressionar os acionistas, o próximo presidente-executivo do Yahoo só precisa de uma qualificação: estar disposto a aceitar um acordo com a Microsoft. Veja também: Presidente do Yahoo vai deixar cargo Microsoft descarta aquisição do Yahoo, mas parceria ainda interessa Isso acontece porque um acordo como esse continua a ser a melhor opção para o Yahoo, na ausência de um plano alternativo para a reversão da crise na empresa, dizem analistas. Mas caso a Microsoft venha um dia a tomar o controle do Yahoo, os acionistas devem estar preparados para aceitar preço muito inferior aos 47,5 bilhões de dólares que a gigante do software chegou a oferecer alguns meses atrás. Analistas de Wall Street estimam que a Microsoft não ofereceria mais que 17 a 20 dólares por ação do Yahoo, agora; as ações da empresa caíram abaixo dos 12 dólares, ante os 30,25 dólares atingidos em fevereiro. A publicidade online em formato banner, um dos negócios cruciais do Yahoo, também encolheu, com os cortes de verbas de anunciantes para suas promoções na Web, em meio à desaceleração na economia mundial. Sob o presidente-executivo Jerry Yang, que na segunda-feira anunciou que deixaria o posto assim que o conselho encontre um substituto, o Yahoo saiu em busca de alternativas a ser adquirido e estudou parcerias com o Google e com a divisão America Online da Time Warner. Mas o Google, que fechou um acordo de publicidade vinculada a buscas com o Yahoo em junho e abandonou a idéia devido às crescentes preocupações das autoridades regulatórias com problemas à concorrência, não parece inclinado a voltar à mesa de negociações. Enquanto isso, os meses de discussão entre Yahoo e Time Warner sobre uma fusão entre a empresa e a divisão America Online não resultaram em acordo, até o momento. E a Microsoft, apesar de todas as suas declarações em contrário, ainda precisa dos ativos do Yahoo para solidificar sua presença nos mercados de busca e publicidade online, dizem analistas. Mas a situação com a Microsoft será resolvida apenas quando o novo presidente-executivo do Yahoo procurar a empresa para negociar um novo acordo. "Não é a Microsoft que vai ligar e oferecer 17 dólares por ação", disse Mark May, analista da Needham & Co. "Se o Yahoo quer fazer um acordo, seu conselho precisa ter concordar completamente" sobre o preço pelo qual querem vender a companhia, acrescentou May. A Microsoft ofereceu comprar o Yahoo por 44,6 bilhões de dólares em 31 de janeiro, mas o Yahoo rejeitou a oferta. A gigante do software depois melhorou sua proposta em dinheiro e ações para 47,5 bilhões de dólares, mas desistiu depois que as negociações sobre o preço fracassaram. A Microsoft depois voltou com uma proposta de comprar os ativos de busca do Yahoo, mas a empresa recusou de novo, preferindo se aliar ao Google.
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