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Petros critica Anatel, mas não vê impedimento na fusão da BrT

Reformulação do plano de outorgas permitirá a aquisição da Brasil Telecom pela Oi; fundo tem participação

20 de junho de 2008 | 18h 18
DENISE LUNA - REUTERS

O presidente da Petros,

Wagner Pinheiro, criticou a decisão da Anatel de separar os

serviços de telefonia fixa da banda larga na proposta de

reformulação do Plano Geral de Outorgas (PGO), mas considerou

que, se isso for aprovado, não será motivo suficiente para

cancelar a operação de compra da Brasil Telecom pela Oi.

"Não tem racionalidade econômica nem concorrencial, nem

facilita a vida do consumidor, mas respeito e acredito que as

empresas vão fazer propostas divergentes a isso (na consulta

pública em que o documento foi colocado)", disse Pinheiro à

Reuters.

"Não vejo como algo radical, se não der (para manter os

serviços juntos) não é impeditivo do negócio", complementou o

executivo.

A Petros atualmente tem um percentual maior na Brasil

Telecom que na Oi e vai utilizar os recursos obtidos com a

venda das ações da Brasil Telecom (algo como 220 milhões de

reais) para aumentar sua participação no que Pinheiro chama de

"a nova Oi".

Com o aporte, e mais os 200 milhões de reais que a Petros

já detém na Oi, o fundo passará a ter 10 por cento da Telemar

Participações, controladora da Oi.

Ele informou ainda que, depois da operação, a Previ, que

não aportará recursos na nova empresa, ficará com participação

de 12,9 por cento e a Funcef, fundo de pensão da Caixa

Econômica Federal, com 10 por cento.

"O importante disso é que a Petros passa a ter agora um

percentual importante investido em telecomunicações", afirmou o

executivo.

(Edição Taís Fuoco)



Tópicos: TELECOM, PETROS, OI