Philips aumenta cortes de custos em 60%
A fabricante de produtos eletrônicos Philips anunciou mais cortes de custos nesta terça-feira para compensar a fraca demanda nos mercados globais.
O grupo holandês, maior empresa mundial no setor de iluminação e maior grupo de produtos eletrônicos da Europa, viu-se atingido por aumento nos preços de matérias-primas, corte de verbas públicas para a saúde e por fraqueza nos mercados consumidores e de construção.
Uma das três maiores fabricantes de equipamentos hospitalares do mundo, a Philips aumentou a meta de corte de custos para 800 milhões de euros, dos 500 milhões de euros anunciados em julho. A companhia acredita que atingirá as metas financeiras de 2013 apesar da incerteza da economia global.
"Como resultado dos nossos esforços e apesar dos desafios econômicos, acreditamos que poderemos atingir as metas financeiras de 2013", afirmou o presidente-executivo, Frans Van Houten.
Alguns analistas temiam que a Philips fosse fazer nesta terça-feira um novo alerta de lucro, mas a empresa reiterou as metas de 2013, de crescimento nas vendas de 4 a 6 por cento, além de margem de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em inglês) de 10 a 12 por cento.
A Philips afirmou que os cortes vão atingir principalmente as áreas de tecnologia da informação, recursos humanos, imóveis e administração.
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