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'Playboy' lança versão para iPad sem nudez e ao mesmo preço da banca

Aplicativo para edição americana da revista teve de se adaptar às regras da Apple, que veta nudez e sexo em seus produtos.

13 de agosto de 2010 | 5h 18

A versão da revista americana Playboy para o iPad, o tablet da Apple, foi lançada nesta semana sem ensaios com modelos nuas e com o mesmo preço da publicação vendida na banca.

Os produtos da Apple seguem rígidos padrões de conteúdo. A empresa de Steve Jobs veta conteúdos com nudez nos seus produtos.

Segundo uma resenha do aplicativo da Playboy, publicada pelo site de tecnologia americano minonline.com, a Playboy oferece no iPad quase todos os textos publicados na sua edição impressa - como a entrevista, a seção de 20 perguntas e as reportagens jornalísticas.

No entanto, todos os ensaios fotográficos e desenhos mais sensuais foram vetados. Na seção da Coelhinha do Mês, em vez de mulheres nuas, o iPad traz apenas fotos de rostos.

"Aqueles que dizem ler a revista 'apenas por causa das reportagens' ficarão contentes (apesar de desestimulados pelo preço cobrado), mas qualquer um procurando por posteres centrais e nudez estará resmungando nas seções de resenha da iTunes", afirma a resenha do minonline.com, assinada pelo jornalista Steve Smith.

Smith afirma que a Playboy é mais uma empresa que precisa adequar seu produto às regras rígidas da Apple. No entanto, o jornalista diz que a revista foi prejudicada, já que seu principal conteúdo é justamente nudez.

Ele critica o fato de que o preço cobrado pela Playboy no iPad - US$ 4,99 (cerca de R$ 9) - é exatamente o mesmo da edição impressa.

"Nós ouvimos um boato de que havia um vídeo na edição, e depois de muito procurar, achamos um clipe de 30 segundos com a mulher da capa sendo entrevistada. É sério isso?", escreve Smith. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.