Presidente da Microsoft diz que meta é alcançar o Google
Steven Ballmer disse que a empresa é 'aquele cara pequeno mas persistente que ganha vindo de trás'
O presidente-executivo da Microsoft, Steven Ballmer, prometeu na quinta-feira, 6, que sua empresa ganharia mercado diante do Google na publicidade online e nas buscas na Web, mesmo que isso seja "a última coisa que ele faça" no comando do grupo. Falando na conferência de tecnologia online MIX08 da Microsoft, em Las Vegas, Ballmer reiterou suas justificações para a oferta não solicitada, no valor de US$ 41,2 bilhões, que sua empresa apresentou pelo Yahoo!, afirmando que a transação poderia acelerar seus esforços para montar uma forte concorrência ao Google. "Pode ser que seja a última coisa que eu faça na Microsoft, mas chegaremos lá, e vamos trabalhar sempre para ganhar mercado", disse Ballmer durante uma animada conversa com Guy Kawasaki, um executivo de capital para empreendimentos que foi um dos primeiros funcionários da Apple. "No mercado online é só Google, Google, Google, mas estamos no jogo. Somos aquele cara pequeno mas persistente que ganha vindo de trás", brincou Ballmer, cuja empresa é a maior produtora de software do mundo. Na longa conversa com Kawasaki, o executivo rebateu críticas ao Windows Vista, deu alguma sutis indiretas contra a Até que reproduziu uma infame dança que lhe valeu notoriedade no mundo do vídeo online e lhe garantiu o nada lisonjeiro apelido de "Monkey Boy" em certos círculos da Internet. Mas ele não disse muito sobre a oferta da empresa pelo Yahoo!. A Microsoft propôs adquirir o Yahoo! por US$ 31 por ação, em dinheiro e ações. O conselho do Yahoo! rejeitou essa oferta, dizendo que ela subestimava o valor da companhia. "Fizemos a oferta, e ela está lá", disse Ballmer. Originalmente, a proposta valia US$ 44,6 bilhões, mas a queda das ações da Microsoft resultou em queda no valor. O presidente da Microsoft afirmou que, caso a transação seja concretizada, as duas empresas terão de reduzir as áreas em que existe sobreposição. "Não deveríamos ter tudo duplicado. Não faria sentido ter dois serviços de busca, dois serviços de publicidade, dois serviços de e-mail; é algo que teremos de resolver", disse Ballmer.
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