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Scanner 3D identifica síndromes genéticas em crianças

Software compara rostos de crianças para acelerar diagnóstico de anomalias

10 de setembro de 2007 | 10h 29

Scanneres de face em 3D prometem aumentar a velocidade com que síndromes genéticas raras são disgnosticadas em crianças, dizem cientistas britânicos.

 

Mais de 700 doenças genéticas afetam os traços do rosto, mas muitas são difíceis de identificar porque são poucos os casos.

 

Agora, um novo software acelerou o disgnóstico porque compara a face da criança analisada com um banco de imagens em 3D de pessoas com a doença.

 

A tecnologia, apresentada no BA Festival of Science, em Nova York, teve 90% de sucesso nos diagnósticos, segundo cientistas.

 

Peter Hammond, cientista de computação no UCL Institute for Child Health, em Londres, responsável pela pesquisa, explica: "Há muitas condições em que a face pode ter traços incomuns que tiveram origem em alterações nos genes".

 

'Rosto padrão'

 

Enquanto indivíduos com síndrome de Down podem ser facilmente reconhecidos, há mais de 700 outras variantes genéticas que alteram a aparências dos afetados.

 

Pessoas com síndrome de Williams, presente em um em cada 10 a 20 mil nascimentos, por exemplo, têm um nariz pequeno e arrebitado, boca grande e maxilar pequeno.

 

Indivíduos com a síndrome de Smith-Magenis, disgnosticada em um a cada 25 mil nascimentos, têm a sase do nariz larga e cantos da boca descaídos. Enquanto aqueles com a síndrome do X Frágil, com incidência de um a cada 4 mil nascimentos, têm rostos longos e finos com orelhas grandes e protuberantes.

 

Para algumas combinações genéticas, diferenças faciais podem ser muito sutis e raras, fazendo com que o primeiro diagnóstico seja extremamente difícil.

 

Para ajudar, o professor Hammond coletou imagens em 3D de crianças com problemas conhecidos e criou um software para mesclar as imagens e criar um "rosto padrão" de cada anomalia genética.

 

No mesmo sentido, ele também construiu um rosto padrão para crianças sem qualquer problema genético. Cada imagem é composta por até outras.

 

Diagnóstico mais rápido

 

Segundo Hammond, "quando temos um filho com uma condição desconhecida, pegamos uma foto em 3D de seu rosto e desenvolvemos técnicas para comparar aos rostos padrão do software". "O que for mais similar, é a primeira opção para depois identificarmos com exames a causa dos traços incomuns."

 

A tecnologia já está sendo usada por mais de 30 bebês com 90% de resultados satisfatórios. A equipe de Hammond está coletando mais imagens para aumentar o banco de dados com outras anomalias genéticas.

 

No futuro, o pesquisador pretende compilar dados para criar um banco de imagens de doenças genéticas para diferentes sexos e etnias.




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