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Teles pedem adiamento da portabilidade, mas Claro defende data

20 de agosto de 2008 | 18h 34
TAÍS FUOCO - REUTERS

Uma carta assinada por todas as

operadoras do país, com exceção de Claro, Embratel e GVT, foi

encaminhada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)

nesta quarta-feira para pedir novo prazo para o início da

portabilidade numérica no país.

Elas querem que a data atualmente prevista para o início

dessa possibilidade --1o de setembro-- seja adiada para janeiro

de 2009. Com a portabilidade, o assinante poderá mudar de

operadora, fixa ou móvel, e manter o número da linha.

O cronograma acertado entre as próprias operadoras e a

Anatel previa que em setembro o recurso começasse a existir em

algumas regiões do país, onde ficam algo como 9 por cento dos

usuários de telefone, e a adoção fosse escalonada até que, em

março de 2009, o processo estivesse completo em todo o Brasil.

Pela agenda acertada, São Paulo e Rio de Janeiro seriam as

duas últimas cidades a serem contempladas com o recurso.

As empresas, entretanto, têm afirmado publicamente que o

prazo está apertado e que há problemas técnicos nos testes.

Em reunião com as operadoras no dia 8 de agosto,

entretanto, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, já

havia se negado a adiar o processo. Ele prometeu, inclusive,

aumentar a fiscalização sobre os testes que estão acontecendo

desde julho porque considerou-os "insatisfatórios do ponto de

vista da qualidade e segurança", segundo a assessoria de

imprensa do órgão.

CLARO QUER MANTER DATA

A Claro, uma das três companhias que se recusou a assinar a

carta das operadoras, disse à Reuters, através de sua

assessoria de imprensa, que entende que "prazos existem para

serem cumpridos".

"Para a Claro, a portabilidade é a maior opção de direito

de escolha do consumidor", disse a assessoria de imprensa da

operadora.

Embratel e GVT, que entraram depois das concessionárias

locais na telefonia fixa, também têm interesse em que o

processo comece o quanto antes.

Procurada, a Anatel ainda não se manifestou sobre o pleito

das operadoras.

(Edição de Alexandre Caverni)



Tópicos: TELECOM, PORTAB, ADIA