TIM põe fé que governo garantirá competição justa entre teles
O presidente da TIM Brasil, Mario
Cesar Pereira de Araújo, disse nesta terça-feira estar
confiante de que o governo assegurará condições isonômicas de
competição no setor de telecomunicações mesmo com a fusão das
operadoras Oi e Brasil Telecom .
Segundo o principal executivo da segunda maior operadora de
telefonia móvel do país, o comando do grupo italiano de
comunicações está "tranquilo" e conta que as autoridades
brasileiras cumprirão a promessa de garantir condições seguras
de investimento tanto para o capital nacional quanto para o
estrangeiro.
"Vamos investir na terceira geração do celular (3G)
acreditando que isso (parceria Oi-Brasil Telecom) seja mais um
processo de concentração do setor, sem criar assimetrias
competitivas", afirmou Mario Cesar a jornalistas.
Ele voltou a refutar que a Telefónica venha a assumir o
controle da TIM, mas defendeu mudanças nas regras do setor,
evitando confronto com os concorrentes justamente no dia em que
o ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ter recebido
notificação oficial dos planos de união da Oi e da Brasil
Telecom.
"O avanço tecnológico exige também mudança de algumas
regras para que se tenha mais eficiência e se obtenha retorno
do que foi investido", declarou o presidente da TIM em
entrevista para anunciar parceira com o Google que facilita o
acesso dos clientes da operadora celular à versão móvel do site
YouTube, de vídeos na Internet. As operadoras vêm integrando
serviços de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV paga.
Segundo Mario Cesar, a parceira do YouTube móvel --pelo
qual será cobrado 1,50 real mais imposto por megabyte-- é o
pontapé inicial de um ano em que a adoção da nova tecnologia 3G
será aposta firme da empresa. O lançamento está previsto para o
primeiro trimestre, no Rio de Janeiro e São Paulo, mas apenas
quando a rede na frequência de 2.100 Mhz estiver amplamente
instalada.
A estratégia da TIM, de acordo com o executivo, é aumentar
a fatia de mercado mas não a qualquer custo. A operadora
encerrou 2007 com 25,85 por cento dos mais de 120 milhões de
usuários de celular do Brasil, seguida de perto pela Claro
(24,99 por cento), controlada pela mexicana América Móvil.
ANO FORTE
Tanto o executivo da TIM quanto o presidente da Google,
Alexandre Hohagen, prevêem ano de forte expansão no mercado de
telefonia celular e de Internet no país.
Na avaliação do executivo da TIM, 2008 repetirá crescimento
de 2007. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações
(Anatel), houve aumento de 21 milhões de usuários de celular no
ano passado, expansão de 21 por cento.
Para Hohagen, o Brasil tem "o cenário perfeito" para os
esforços da empresa de replicar na plataforma móvel os portais
da Internet. Pelos cálculos do executivo, os internautas no
Brasil pularam de 32 milhões para 39 milhões, mas ainda
representam apenas um terço do número de usuários de celular.
"Só ao mudar de plataforma, podemos multiplicar por três
nossa participação no Brasil", disse. Para ele, 2008 terá a
adesão de mais 5 a 7 milhões de brasileiros à Internet,
resposta aos subsídios na venda de computadores e estímulo do
governo à inclusão digital.
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