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TIM põe fé que governo garantirá competição justa entre teles

29 de janeiro de 2008 | 20h 54
RENATA DE FREITAS - REUTERS

O presidente da TIM Brasil, Mario

Cesar Pereira de Araújo, disse nesta terça-feira estar

confiante de que o governo assegurará condições isonômicas de

competição no setor de telecomunicações mesmo com a fusão das

operadoras Oi e Brasil Telecom .

Segundo o principal executivo da segunda maior operadora de

telefonia móvel do país, o comando do grupo italiano de

comunicações está "tranquilo" e conta que as autoridades

brasileiras cumprirão a promessa de garantir condições seguras

de investimento tanto para o capital nacional quanto para o

estrangeiro.

"Vamos investir na terceira geração do celular (3G)

acreditando que isso (parceria Oi-Brasil Telecom) seja mais um

processo de concentração do setor, sem criar assimetrias

competitivas", afirmou Mario Cesar a jornalistas.

Ele voltou a refutar que a Telefónica venha a assumir o

controle da TIM, mas defendeu mudanças nas regras do setor,

evitando confronto com os concorrentes justamente no dia em que

o ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou ter recebido

notificação oficial dos planos de união da Oi e da Brasil

Telecom.

"O avanço tecnológico exige também mudança de algumas

regras para que se tenha mais eficiência e se obtenha retorno

do que foi investido", declarou o presidente da TIM em

entrevista para anunciar parceira com o Google que facilita o

acesso dos clientes da operadora celular à versão móvel do site

YouTube, de vídeos na Internet. As operadoras vêm integrando

serviços de telefonia fixa, móvel, banda larga e TV paga.

Segundo Mario Cesar, a parceira do YouTube móvel --pelo

qual será cobrado 1,50 real mais imposto por megabyte-- é o

pontapé inicial de um ano em que a adoção da nova tecnologia 3G

será aposta firme da empresa. O lançamento está previsto para o

primeiro trimestre, no Rio de Janeiro e São Paulo, mas apenas

quando a rede na frequência de 2.100 Mhz estiver amplamente

instalada.

A estratégia da TIM, de acordo com o executivo, é aumentar

a fatia de mercado mas não a qualquer custo. A operadora

encerrou 2007 com 25,85 por cento dos mais de 120 milhões de

usuários de celular do Brasil, seguida de perto pela Claro

(24,99 por cento), controlada pela mexicana América Móvil.

ANO FORTE

Tanto o executivo da TIM quanto o presidente da Google,

Alexandre Hohagen, prevêem ano de forte expansão no mercado de

telefonia celular e de Internet no país.

Na avaliação do executivo da TIM, 2008 repetirá crescimento

de 2007. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações

(Anatel), houve aumento de 21 milhões de usuários de celular no

ano passado, expansão de 21 por cento.

Para Hohagen, o Brasil tem "o cenário perfeito" para os

esforços da empresa de replicar na plataforma móvel os portais

da Internet. Pelos cálculos do executivo, os internautas no

Brasil pularam de 32 milhões para 39 milhões, mas ainda

representam apenas um terço do número de usuários de celular.

"Só ao mudar de plataforma, podemos multiplicar por três

nossa participação no Brasil", disse. Para ele, 2008 terá a

adesão de mais 5 a 7 milhões de brasileiros à Internet,

resposta aos subsídios na venda de computadores e estímulo do

governo à inclusão digital.



Tópicos: TELECOM, TIM, ANONOVO