Vaso sanitário japonês de alta tecnologia tenta conquistar EUA
Utilitário tem jato de água morna, secador e controle remoto para dar sensação de conforto
O designer de interiores Timothy Corrigan jamais havia ouvido falar de "washlets" - até que um cliente pediu que ele incluísse em um de seus projetos um dos vasos sanitários japoneses de alta tecnologia.
Quando ele viu o aparelho, em forma de bidê, equipado com um jato de água morna e outros recursos de limpeza e conforto para os traseiros dos usuários, ficou impressionado. De fato, se impressionou tanto que comprou um deles para sua casa, aderindo ao pequeno mas entusiástico grupo de usuários norte-americanos de vasos de alta tecnologia.
"É o luxo final", disse Corrigan.
Desde então, ele vem recomendando o aparelho a seus outros clientes, a maioria dos quais proprietários de residências multimilionárias e sempre interessados em luxo.
A fabricante japonesa de vasos sanitários Toto, na esperança de conquistar a adesão de maior número de norte-americanos, lançou nas últimas semanas uma campanha publicitária cujo objetivo é tornar seus produtos familiares entre os consumidores.
Outro objetivo é convencê-los de que os bidês tecnológicos, embora estranhos e intimidantes para os desacostumados, são mais higiênicos e agradáveis do que o uso de papel higiênico.
"O papel higiênico só distribui o problema", disse Lenora Campos, porta-voz da Toto USA, em Nova York. "Sempre que limpamos qualquer outra coisa, usamos água, certo?", indagou.
A Toto é pioneira nos chamados "washlets". O nome foi lançado com sua linha Washlet, mas é empregado no Japão como termo genérico para todos os vasos sanitários de alta tecnologia capazes de operar como bidês.
A maioria dos washlets vem com assentos aquecidos, um jato de água que se estende por sob o assento e borrifa água morna, um secador e um controle remoto que permite ajustar a temperatura do assento do vaso e a da água.
Embora cerca de 60 por cento dos domicílios japoneses disponham de washlets, a Toto encontrou sucesso limitado em seus esforços de expansão, desde que abriu sua subsidiária norte-americana, em 1990.
A base de clientes está limitada a residências de alta renda e hotéis de luxo como W Hotel, na Times Square, em Nova York, e a clientes empresariais como a sede do Google.
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