Vida útil da bateria de celular pode aumentar com novo circuito
O 'memristor' é capaz de 'se lembrar' da quantidade de carga que passou por ele antes que fosse desligado
Por quase 40 anos, cientistas têm especulado que circuitos elétricos básicos teriam a habilidade natural de se lembrarem das coisas mesmo depois de desligados. Agora, pesquisadores da Hewlett-Packard Co. provaram que isso é verdade, com uma descoberta que possivelmente levará à criação de chips de memória que armazenam mais dados mas consumem muito menos energia do que os atuais.
O novo elemento descoberto no circuito - chamado "memristor" - possibilitaria telefones celulares que fiquem semanas sem carga de bateria, PCs que liguem instantaneamente e laptops que guardem informações sobre suas sessões se a bateria acabar.
O "memristor" criado pelos laboratórios da HP é feito de uma camada de dióxido de titânio entre dois eletrodos de metal. Isso dá ao "memristor" a característica de "se lembrar" da quantidade de carga que passou por ele antes que fosse desligado.
Pesquisadores de outros laboratórios, contudo, disseram que é preciso mais estudo antes que a descoberta possa incomodar o mercado. Os laboratórios da HP confirmam que a viabilidade comercial do "memristor" está alguns anos distante.
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