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Alunos do Mackenzie protestam contra carta de líder religioso

No manifesto, o chanceler da universidade se posiciona contra a aprovação de lei que criminaliza a homofobia

25 de novembro de 2010 | 12h 01
Jornal da Tarde

Cerca de 500 pessoas deram início no começo da noite de ontem a uma passeata  nas proximidades da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no bairro Higienópolis, na zona oeste da capital paulista, em protesto contra um texto divulgado na  semana passada pela instituição, contrário à Lei da Homofobia. De acordo com a Polícia Militar (PM), a manifestação teve início na rua Itambé. A Companhia de  Engenharia de Tráfego (CET) informou que, por volta das 20h30, os participantes já estavam na Avenida Paulista e partiam em direção ao Museu de Arte de São  Paulo (Masp).

Cerca de 500 pessoas protestaram nas proximidades do Mackenzie - Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE
Cerca de 500 pessoas protestaram nas proximidades do Mackenzie

O texto que motivou a manifestação se posicionava de forma contrária ao projeto de lei da Câmara (PLC),que pretende criminalizar a homofobia (122/2006). Ele  era assinado pelo reverendo Augustus Nicodemus Gomes Lopes, pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro e ‘chanceler’ do Mackenzie – cuja função é  zelar pelo cumprimento dos objetivos do Instituto Presbiteriano junto à Universidade.

A carta de Lopes estava no site com a indicação de “servir de orientação à comunidade acadêmica” e provocou polêmica na internet e reação por parte de alguns  dos alunos da instituição.

O artigo dizia que a Igreja Presbiteriana é contra a lei “por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualismo não é homofobia”. Segundo o  texto, "tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas”.

O Mackenzie não informou por quanto tempo o texto contra a lei anti-homofobia ficou no ar e, via nota, declarou que o pronunciamento contra o PLC é da Igreja.



Tópicos: Mackenzie, Homofobia