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Pesquisador cria sons para tempestade solar

Equipamento instalado em sonda espacial forneceu dados que foram convertidos em frequências de áudio

14 de março de 2012 | 19h 05
Efe

Vento solar é a onda de plasma quente que emana constantemente do Sol - Nasa/Divulgação
Nasa/Divulgação
Vento solar é a onda de plasma quente que emana constantemente do Sol

 As tempestades solares aumentaram neste ano e um cientista e compositor da Universidade de Michigan planejou um meio para estudá-las de maneira diferente: versões com sons e aceleradas do embate das ondas de plasma.

A Universidade de Michigan informou sobre a criação de Robert Alexandre, aluno de doutorado que trabalha com uma bolsa da Nasa estudando como a representação da informação em forma de sons pode ajudar a investigar dados.

Para o projeto, Alexander empregou dados do instrumento espectrômetro de plasma com imagem rápida da universidade, instalado na sonda espacial Messenger da Nasa, que orbita Mercúrio, e do Observatório Solar da Nasa, que está a aproximadamente 1,6 milhões de quilômetros da Terra.

Na representação dos dados como sons, Alexander começou transcrevendo umas 90 horas de informação a um formato de frequências de áudio.

Mas a taxa original de 44.100 hertz se reproduz em menos de um quarto de segundo. Esse é um dos benefícios de colocar sons nos dados: é possível revisar em um instante a informação correspondente a vários dias.

Para que tenha sentido, Alexander teve que submeter o material a algoritmos adicionais até encontrar a velocidade de reprodução adequada.

"Este método muda a escala de tempo para nós", disse Jim Raines, engenheiro de operações da missão no laboratório de investigação de física espacial da universidade. "É realmente interessante escutá-lo", diz.

Colocar som no processo traduz a informação em sons. Usa-se nos detectores Geiger de radiação, que emitem sons na presença de partículas de alta energia.

Isso não é usado normalmente para colher padrões da informação, mas os cientistas exploram esse novo potencial. "Robert nos proporcionou outra ferramenta para investigação', diz Raines. "Estamos acostumados a olhar gráficos com linhas que sobre e descem, mas os humanos também são bons em escutar coisas. A pergunta é se haverá modo de encontrar coisas nos dados que são difíceis de ver", acrescentou.

Alexander desenvolveu sua técnica ao longo de vários anos. Em 2011 o método o levou a descobrir que uma proporção particular dos átomos de carbono pode revelar mais sobre a fonte de vento solar.

O vento solar é a onda de plasma quente, ou partículas carregadas, que emana constantemente do Sol.

Com seu método, Alexander espera construir uma ponte entre arte e ciência. "Durante muito tempo os filmes eram mudos e o público aceitava que as coisas fossem assim", dz. "Temos todo o material de alta resolução do que ocorre na superfície do Sol, e é silencioso. Estou criando uma trilha sonora", explicou.






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