'Brasil não pode dar a luta contra a aids como vencida', diz diretor da OMS
Segundo Gottfried Hirnschall, do Departamento de Combate à Aids da Organização Mundial da Saúde, País deverá enfrentar desafios importantes nos próximos anos
O Brasil não pode dar a luta contra a aids como vencida e o País enfrentará desafios importantes nos próximos anos. O alerta é do diretor do Departamento de Combate à Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), Gottfried Hirnschall.
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Segundo ele, a cobertura garantida pelo governo a pacientes de aids no Brasil varia entre 61% e 70% da população necessitada, acima da média mundial. Mas, em entrevista ao Estado às vésperas do dia internacional de combate ao vírus, o especialista alerta que dois desafios terão de ser enfrentados pelo Brasil para garantir que a estratégia possa avançar a uma cobertura universal.
" O primeiro é a questão do preço dos remédios de segunda linha", explica. "Com a primeira linha de remédios, o Brasil conseguiu negociar preços adequados e que garantiu que as aquisições pudessem ocorrer ", disse. " Agora, há uma nova etapa que terá de ser lidada ", afirmou.
Outro desafio, ainda maior, é garantir acesso a todos os necessitados, inclusive em áreas menos favorecidas, em zonas mais pobres do País e na periferia de cidades. "O acesso a remédios não é igual para todos", disse Hirnschall.
"As desigualdades socio-econômicas no Brasil são refletidas também na questão da aids", explicou. "Basta ir a favelas e periferias para ver que o acesso ao serviço de saúde não é ideal. É algo difícil de dizer politicamente. Mas essa é a realidade", concluiu.
Campanha contra a aids em SP
O Obelisco do Ibirapuera foi enfeitado nesta quarta, 30, com um laço vermelho, símbolo da luta mundial contra a aids. A ação faz parte da 'Campanha Fique Sabendo', criada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo para incentivar o diagnóstico precoce do HIV. O laço ficará no monumento até o próximo sábado, dia 3.
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