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Adoção de crianças por gays vira polêmica na Cidade do México

Mais de 70% dos moradores da capital mexicana reprovam medida recentemente promulgada pelo governo local

21 de janeiro de 2010 | 10h 53
ANSA

A maioria dos moradores da capital mexicana disseram ser contra a medida, recentemente promulgada pelo governo local, que permitirá que casais de pessoas do mesmo sexo adotem crianças. De acordo com pesquisa promovida pelo conservador Partido Ação Nacional (PAN), 74% dos consultados não aprovam a ratificação da medida que permite a adoção.   Veja também: Justiça manda plano de saúde incluir companheiro gay    Além desta, a outra modificação promovida pela maioria esquerdista da Assembleia Legislativa do Distrito Federal determina o reconhecimento da união entre homossexuais.   Com os dados, segundo informou o dirigente Cásar Nava, o PAN -- partido do presidente Felipe Calderón -- está preparando um recurso de inconstitucionalidade contra essa lei.   Nava explicou que, ao aprovar as mudanças, a bancada do Partido da Revolução Democrática (PRD) "ignorou os direitos das crianças"; ao mesmo tempo, ele enfatizou que sua oposição não tem caráter discriminatório.   Por outro lado, a mesma pesquisa aponta que, apesar de se dizerem contra a adoção, os mexicanos se mostraram divididos quanto à união -- enquanto 47% disseram ser contra, 46% afirmaram apoiar os casamentos. A consulta, da GEA-ISA, ouviu 1.800 pessoas.   As alterações legais foram publicadas no último mês no Diário Oficial da capital mexicana e devem entrar em vigor até o próximo mês. O novo Código Civil estabelece que o conceito de casamento é "a união livre entre duas pessoas". Antes, era usada a definição de "união livre entre um homem e uma mulher".