Agricultor vítima de febre amarela será sepultado na Espanha
Família aguarda liberação para levá-lo para Valladolid; viúva vai processar os governos brasileiro e espanhol
O corpo do espanhol Salvador Pérez, que morreu no sábado em Goiânia com suspeitas de ter contraído febre amarela, será trasladado e sepultado em Valladolid, informaram neste domingo, 13, fontes da família.
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A família aguarda a autorização da Embaixada da Espanha, responsável pelos trâmites, para levar o corpo a Valladolid, capital da província espanhola de mesmo nome.
A família informou que o corpo será velado durante algumas horas no Brasil, ao lado dos parentes de sua esposa, que é brasileira, e da mãe e de um irmão que chegaram da Espanha.
Agricultor na Espanha e casado com uma brasileira, Pérez chegou em novembro ao Brasil, passou quatro dias em Salvador e depois viajou para Cristianópolis, em Goiás, onde em 13 de dezembro comprou uma fazenda que foi ocupada pela família no último dia 29.
No dia 3 de janeiro, Pérez foi internado em Goiânia com vômito, hemorragia e febre, e após ser medicado recebeu alta, mas o quadro clínico se agravou e ele voltou a ser hospitalizado no dia 10.
Em um relatório preliminar, o médico Wilson Arantes indicou que a febre amarela pode ter causado a morte do espanhol, mas o diagnóstico definitivo será conhecido em uma semana, após uma análise especializada de laboratório.
Processo
A viúva do agricultor, Marny Selma de Mendonça, de 31 anos, disse que vai à Justiça com ações por danos morais, omissão e negligência contra os governos do Brasil e da Espanha. "Os governos omitiram informações sobre um surto de febre amarela em Goiás", disse. "Vou à Justiça para responsabilizar estes governos e assim impedir que outros tenham suas vidas e famílias desmoronadas pelo descaso público."
Para reforçar a sua tese, ela revelou que seu cunhado, Javier Perez, e sua sogra, Maria Del Pilar de la Car, entraram neste domingo no Brasil e em nenhum momento foi requerido o cartão de vacinação.
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