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Anvisa prepara nota para orientar secretarias a registrar casos de KPC

Apesar de os órgãos já serem obrigados a comunicar ocorrências, responsabilidade será reforçada

22 de outubro de 2010 | 21h 28
Agência Brasil

BRASÍLIA - Apesar de as secretarias da Saúde do País já serem obrigadas a comunicar à Vigilância Sanitária sobre os casos de infecção hospitalar, como os da superbactéria KPC, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai reforçar a responsabilidade dos órgãos estaduais em registrar os dados de contaminação, por meio de uma nota técnica a ser publicada na próxima semana.

Desde 1998, as secretarias devem registrar dados sobre casos e medidas de controle de infecção hospitalar. O diretor-executivo da Anvisa, Dirceu Barbano, explicou nesta sexta-feira, 22, que a infecção hospitalar não entra na lista de casos de notificação compulsória (obrigatória); porém, os serviços de saúde devem fazer o registro. A nova nota técnica não falará em obrigatoriedade, de acordo com o diretor.

Barbano reconhece que nem todos os Estados fornecem informações com regularidade, provocando discrepâncias entre os números e levando à ausência de um mapeamento nacional. “Nós estaríamos em uma situação mais segura para a tomada de decisões se pudéssemos conviver em um ambiente com notificações mais consistentes. O máximo que podemos fazer é cobrar a responsabilidade das pessoas. Não temos mecanismo de punição nem condições de colher os dados nos hospitais. Esperamos que esses alertas mobilizem as autoridades para que cumpram suas responsabilidades”, afirmou Barbano.

Desde julho de 2009 até agora, a Anvisa registrou casos de superbactéria em sete Estados e no Distrito Federal: 183 no DF (18 mortes), 70 em São Paulo (com 24 mortes), 24 no Paraná, 18 na Paraíba, 12 em Minas Gerais, quatro em Goiás, três no Espírito Santo e três em Santa Catarina.

Barbano admite que a contaminação pela KPC não está restrita aos Estados que aparecem na lista da Anvisa. Ele argumenta que os dados são atualizados a cada 15 dias, o que explicaria parte da divergência entre o número de casos. O diretor informou que a agência pretende adotar um software para o registro imediato pela internet, mas não disse quando o novo sistema será implantado.




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