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Após protesto, jovens são retirados da COP e impedidos de retornar

Jovens pediam para que o Catar assumisse papel de liderança no combate às mudanças climáticas

06 de dezembro de 2012 | 16h 49
Giovana Girardi, Enviada especial

DOHA - Dois participantes do recém criado Movimento Climático da Juventude Árabe foram retirados pela polícia da ONU na tarde desta quinta-feira, 6, do centro de convenções onde ocorre a Conferência do Clima em Doha e perderam seus crachás que permitem a entrada no evento.

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Eles abriram uma faixa com os dizeres: "Catar, porque sediar e não liderar?" em referência ao fato de o país ser o hóspede da COP, mas não ter ainda tomado nenhuma iniciativa em termos de lançar meta de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Isso era esperado do país ontem, mas em vez de anunciar compromissos, lançou uma parceria com o Instituto Germânico de Postdam para Pesquisa Climática, que vai instalar uma subsidiária em Doha. A ideia é que o país se torne referência em pesquisas sobre o tema.

O protesto tinha como intenção mostrar a falta de liderança do Catar no assunto. Mas segundos após os jovens abrirem a faixa, eles foram removidos do prédio por seguranças da ONU. Também tiveram de entregar os seus crachás e terão de sair do país em 24 horas.

Segundo a explicação que receberam, não se trata de uma deportação. O visto para ficar no Catar está vinculado à participação no evento. Como não podem mais vir para a COP, terão de voltar. Os jovens são da Líbia e da Argélia.

Mais cedo, na coletiva das ONGs, o líder ambientalista árabe Wael Hmaidan, da Climate Action Network, comentou que ter um instituto de pesquisa é importante, mas não suficiente. "Já temos bastante pesquisa, o que precisamos é fechar a lacuna entre o que os países se comprometem a reduzir e o quanto realmente é necessário para evitar o aquecimento a mais de 2°C. Ter uma meta seria a melhor forma de o Catar contribuir."

A repórter viaja a convite da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC).




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