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Aquecimento global pode extinguir pinguins imperiais

Pesquisadores usaram modelos matemáticos para calcular extinção de até 95% da população em 2100

26 de janeiro de 2009 | 20h 49
Reuters

Os maiores pinguins do mundo podem ser levados à extinção ao final deste século devido ao derretimento do gelo Antártico causado pelo aquecimento global, disseram cientistas nessa segunda-feira, 26.

 

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Os pinguins imperiais procriam no mar antártico e mergulham do gelo para o mar em busca de krill, peixes e lulas, de que se alimentam.

 

Pesquisadores liderados pelos biólogos Stephanie Jenouvrier e Hal Caswell usaram modelos matemáticos para prever como a mudança climática e a resultante perda de gelo afetaria esses animais.

 

Seus modelos previram uma queda média de 87% da população - dos 3 mil pares atuais para apenas 400 em 2100. Mas alguns modelos chegaram a mostrar um declínio de 95%, colocando as aves em risco de extinção.

 

"Esse é mais um exemplo de como a mudança climática afeta diversos fatores do habita de animais adaptados para viver em condições extremas e coloca suas populações em risco. É uma situação bastante similar a dos ursos polares do Ártico", disse Caswell.

 

"Eu espero que as pessoas se sensibilizem pelo efeito do aquecimento global em uma espécie tão carismática e percebam que há consequências ecológicas graves da mudança climática", disse Jenouvrier, cujas descobertas foram publicadas pela revista National Academy of Sciences.