Nasa/Divulação
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Astrônomos querem identificar asteroides em rota de colisão com a Terra

Equipe recebe doações para construir telescópio que promete 'salvar o planeta' das rochas

Reuters

29 Junho 2012 | 20h30

Um grupo de astrônomos da Califórnia está empenhado em uma missão que pode salvar o mundo. Na quinta-feira, 28, os pesquisadores anunciaram um projeto para lançar operar um telescópio que será usados para identificar asteroides que possivelmente estariam em rota de colisão com a Terra.

 

A Fundação B612 - batizada em homenagem ao planeta ficcional do livro O Pequeno Príncipe - conta com doações para construir o equipamento e seu plano de operações. O telescópio de tecnologia de raios infravermelhos tem o custo estimado de algumas centenas de milhões de dólares. O objetivo é catalogar 500 mil corpos que estejam relativamente próximos do nosso planeta.

 

O telescópio, chamado de Sentinela, será colocado em órbita mais próximo do Sol que a Terra, de modo a identificar asteroides meses antes de eles se aproximarem da Terra, afirmou Rusty Schweickart, astronauta do programa Apollo e presidente emérito da B612.

 

A tecnologia do Sentinela permitiria provocar desvios na rota do asteroide contando que ele seja identificado a tempo, disse Ed Lu, presidente da fundação. O bjetivo, diz, é ter décadas de preparo para isso. "Seria embaraçoso se fôssemos atingidos por uma grande rocha nas próximas décadas só porque não conseguimos fazer o mapeamento necessário para achar esses cortpos", disse.

 

Para Schweickart, é apenas uma questão de tempo para que a Terra seja atingida por um asteroide. Há 65 milhões de anos, uma colisão extinguiu os dinossauros e causou mudanças extremamente significativas nas condições climáticas do planeta. Mais recentemente, um asteroide caiu na Sibéria em 1908, devastando mais de 2 mil km² de árvores.

 

Durante sua missão, que deverá durar 5 anos e meio, o Sentinela deverá encontrar cerca de 90% dos asteroides cujas rotas têm projeções próximas da terra e que tenham mais de 140 metros de diâmetro e cerca de 50% dos que tenham 40 metros de diâmetro. A expectativa é de que o equipamento começa a operar em 2017 ou 2018. 

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