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Casos de pólio são detectados em campos de refugiados na Etiópia

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas, dois somalis já contraíram o vírus; eles vivem perto do campo de Dollo Ado, onde estão 143 mil refugiados

24 de janeiro de 2012 | 18h 56
Efe

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) alertou nesta terça-feira, 24, que detectou dois casos de poliomielite entre os moradores do campo de Dollo Ado, na Etiópia.

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A poliomielite é uma doença muito contagiosa, transmitida por água e alimentos contaminados - Piyal Adhikary/Efe
Piyal Adhikary/Efe
A poliomielite é uma doença muito contagiosa, transmitida por água e alimentos contaminados

A pólio é uma doença muito contagiosa, "por isso estamos muito preocupados e alertamos todas as instâncias envolvidas a agirem com rapidez para isolar o foco", explicou em entrevista coletiva Melissa Fleming, porta-voz do Acnur.

Os dois casos confirmados são de refugiados somalis, mas suspeita-se que outras três pessoas, provavelmente etíopes que vivam perto do campo de Dollo, também tenham contraído o vírus.

Tanto a Etiópia quanto a Somália são países "livres da pólio", ou seja, a doença não é endêmica e os casos detectados são importados.

Melissa explicou que, por enquanto, foram extraídas amostras dos doentes que foram mandadas para Addis Abeba para análises. Identificada a origem serão produzidas vacinas para imunizar a população.

Ao todo, 143 mil somalis vivem em campos de refugiados de Dollo Ado, dos quais 100 mil chegaram em 2011.

Depois do campo de Daddab, no Quênia, Dollo Ado é o segundo maior assentamento de refugiados no Chifre da África.

Quase 1 milhão de somalis vivem como refugiados e 1,3 milhão são desalojados em seu próprio país.