CCTV via APTN/AP
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China conclui primeiro acoplamento de duas naves espaciais

Operação foi realizada com sucesso durante a órbita dos veículos não-tripulados, Shenzhou 8 e Tiangong 1, ao redor da Terra

Efe,

03 Novembro 2011 | 08h57

PEQUIM - O primeiro acoplamento espacial de duas naves espaciais chinesas, a Shenzhou 8 e a Tiangong 1, foi concluído com sucesso nesta última quarta-feira, 2, durante a órbita dos dois veículos não-tripulados ao redor da Terra, segundo as imagens ao vivo exibidas pela emissora estatal chinesa "CFTV".

À 1h36 local de quinta-feira (15h36 de quarta-feira de Brasília), a Shenzhou 8 (que em mandarim significa barco divino), lançada nesta terça-feira, 1, se acoplou ao módulo Tiangong 1 (palácio celestial), em órbita desde 29 de setembro, quando ambas sobrevoavam o território da China.

A operação foi acompanhada por especialistas do programa espacial e políticos, que a presenciaram do Centro de Controle Aeroespacial de Pequim.

Controlada a partir da Terra com ajuda de diversos centros de observação aeroespacial chineses (e um situado no Paquistão), a ação durou cerca de meia hora. Nela, a nave Shenzhou se aproximou do módulo, entrou em contato com ele e, em seguida, o atraiu para perto. Por fim, desdobrou um sistema de ganchos e completou o acoplamento.

Boa parte da cúpula do Partido Comunista Chinês, incluindo o primeiro-ministro Wen Jiabao, observou a complexa operação no centro espacial - com exceção do presidente Hu Jintao, que se encontra na França para a Cúpula do Grupo dos 20 (G20, bloco das principais nações ricas e emergentes).

As duas naves permanecerão unidas orbitando ao redor do planeta durante 12 dias e se separarão no próximo dia 14, quando voltarão a realizar um segundo acoplamento experimental, este mais curto (dois dias), antes que a Shenzhou retorne à Terra.

O evento foi comemorado pelas autoridades de Pequim como um grande passo nos planos do regime de criar uma futura estação espacial permanente da China. O país considera este projeto uma prioridade, assim como a exploração da Lua, e espera iniciá-lo por volta de 2020.

Com este programa, a China, terceiro país a levar um astronauta ao espaço, quer demonstrar que possui tecnologia suficiente para trabalhar em bases permanentes no espaço, diante das objeções de alguns países - como os Estados Unidos - a que Pequim participe da Estação Espacial Internacional (ISS).

abc/sa

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