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China vai liderar aumento de emissões de CO2, segundo EUA

25 de junho de 2008 | 20h 30
REUTERS

As emissões de dióxido carbônico,

principal responsável pelo aquecimento do planeta, vão aumentar

mais de 50 por cento de 2005 a 2030, chegando a mais de 42

bilhões de toneladas por ano, já que na China há aumento na

queima de carvão, previu o governo dos Estados Unidos nesta

quarta-feira.

A demanda da China por carvão vai crescer 3,2 por cento a

cada ano de 2005 a 2030, segundo a Administração de Informação

sobre Energia (EIA, na sigla em inglês), em seu prognóstico de

2008 sobre a energia no mundo.

Nos EUA, a demanda de carvão crescerá 1,1 por cento no

mesmo período, segundo projeção do setor de estatísticas do

Departamento de Energia norte-americano.

O economista Nasir Khilji, da EIA, disse que a demanda da

China por carvão provavelmente vai aumentar de modo abrupto

porque esse é o combustível mais barato usado para suprir a

necessidade cada vez maior da indústria manufatureira e a

demanda por eletricidade, já que boa parte da população está se

mudando para áreas urbanas.

Nos EUA, o uso de mais energia nuclear ajudaria a

desacelerar o crescimento das emissões, disse ele.

A EIA elevou sua previsão sobre as emissões de carbono pela

China em 2030 para 6,8 por cento em relação a seu prognóstico

do ano passado, ao mesmo tempo que reduziu a projeção de

emissões por parte dos EUA no mesmo ano para 13,8 por cento.

"A participação do carvão na energia mundial cresceu

drasticamente nos últimos anos. Se não forem feitas alterações

significativas nas atuais leis e políticas, especialmente nas

relacionadas às emissões do gás do efeito estufa, o crescimento

robusto provavelmente vai continuar", assinalou a agência.

Nem todos concordam que esse prognóstico seja preciso.

Trevor Houser, membro do Peterson Institute for International

Economics, disse que a projeção da EIA se baseou nos últimos

cinco anos de expansão do setor manufatureiro chinês, num

momento em que a China se tornou exportadora de aço.

"Isto não é necessariamente o ponto em que a China estará

dentro de algumas décadas", afirmou ele, acrescentando que o

país já adotou medidas para equilibrar suas exportações de

mercadorias cuja produção resulta em grande emissão de carbono.

A emissão anual de carbono pela China deve atingir pouco

mais de 12 bilhões de toneladas por ano em 2030. Em 2005, eram

mais de 5,3 bilhões de toneladas. As emissões de carbono dos

EUA devem chegar a 6,9 bilhões de toneladas por ano em 2030 --

eram de quase 6 bilhões em 2005, segundo a EIA.

(Reportagem de Timothy Gardner)



Tópicos: CLIMA, EUA, CHINA, CARBONO

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