Ir para o conteúdo
ir para o conteúdo
 • 
Você está em Notícias > Ciência
Início do conteúdo

Cientistas criam robô que imita evolução do cérebro

Software permite que robô se adapte melhor a seu entorno e melhore suas atividades em questão de horas

04 de fevereiro de 2009 | 17h 27
Efe

Assim como o processo de evolução natural levou o cérebro a crescer e adaptar os seres humanos para sobreviver melhor a seu entorno, em um processo de milhões de anos, cientistas britânicos criaram um robô cujo software permite que se adapte e melhore suas atividades em questão de horas.

 

O robô, elaborado na Gordon University de Aberdeen, Escócia, aumenta automaticamente sua "inteligência" e complexidade à medida que o mesmo acontece com sua estrutura física.

 

Atualmente, as máquinas não conseguem realizar essas mudanças sozinhas sem passar por uma mudança completa de projeto, algo que é caro e pouco eficiente.

 

"Se realmente queremos construir robôs humanoides complexos, com ainda mais sensores e comportamentos mais complexos, é fundamental que possam crescer em complexidade à medida que o tempo passa, como fizeram as criaturas biológicas", afirma MacLeod em artigo publicado no último número da revista New Scientist.

 

O programa de informática do robô desenhado na universidade escocesa atribui a si mesmo, de forma automática, novos grupos de "neurônios" destinados a adaptar seu funcionamento a novos elementos que forem incorporados à sua estrutura original.

 

Uma rede neural controla o robô através de um sistema formado por uma série de nódulos de processadores interligados, que podem ser programados para realizar as ações desejadas.

 

Por exemplo, segundo explica o artigo da New Scientist, se o objetivo é manter o equilíbrio e o robô receber, em seus sensores, o sinal de que está caindo, a reação será movimentar suas extremidades para tentar se manter de pé.

 

Se continuar de pé, a combinação de ações que foram necessárias para isso será guardada nos processadores, mas se não conseguir e cair, o robô fará novos ajustes e tentará algo diferente quando voltar a ocorrer o problema.

 

Encontrar a melhor combinação não é fácil, admitem os pesquisadores, por isso foi empregado um algoritmo evolutivo para ajudar o sistema de controle a se adaptar da melhor maneira.




Siga o @EstadaoCiencia no Twitter

Animais silvestres em perigo

  • Animais silvestres em perigo
  • Novo Código Florestal foi destaque de meio-ambiente em 2011
  • Vídeo mostra redução de vazamento de petróleo