Com PMs nas ruas, madeira começa a sair do PA sem resistência
Principais pontos de Tailânda estão ocupados por homens do Pelotão de Choque; operação autuou 7 serrarias
A madeira armazenada em quatro grandes serrarias de Tailândia, no leste do Pará, começou a ser retirada na manhã deste sábado, 23, e transportada em caminhões e balsas até Marituba, município da região metropolitana da capital paraense, num percurso de 240 km. Veja também: Protesto leva Força Nacional ao Pará A operação, feita por agentes da Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Sema), não encontrou nenhuma resistência dos madeireiros e empregados de serrarias, porque a tropa da Polícia Militar, com 450 homens, está na cidade desde sexta-feira, 22, abrindo caminho para a chegada neste domingo, 24, de outros 157 homens da Força Nacional. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Cláudio Ruffeil, disse ao Estado que a cidade está calma e sem qualquer tumulto pelas ruas. A chegada de surpresa da tropa, para reforçar outros 120 policiais militares que lá se encontravam, inibiu qualquer tentativa de reação. Os principais pontos da cidade estão ocupados por homens do Pelotão de Choque, canil e cavalaria, que levaram bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha. "Não há nenhum armamento mortal nessa operação, que não tem data para acabar", informou o coronel Ruffeil. O sindicato dos madeireiros do município decidiu pela manhã que irá brigar na justiça para ter a madeira de volta, mas essa disposição dificilmente encontrará respaldo no Judiciário. Na sexta-feira, 22, a juíza federal da 2ª Vara de Belém, Hind Gassan Kayath, determinou ao Ibama a exclusão por dois meses do sistema eletrônico que controla o transporte e o armazenamento de produtos florestais de cinco madeireiras acusadas pelos distúrbios e quebra-quebra em Tailândia, na terça-feira, 19. A decisão, na prática, impede as madeireiras de exercer qualquer atividade comercial enquanto durar o bloqueio. Depois de quase uma semana em silêncio, madeireiros de Tailândia haviam mobilizarado a população para protestar contra a fiscalização. Na megaoperação, iniciada no dia 11, foram autuadas 7 serrarias e apreendidos cerca de 15 mil metros cúbicos de madeira ilegal.
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