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Coreia do Sul incentiva população para aumentar natalidade

Governo sul-coreano enfrenta envelhecimento da população e consequente redução na força de trabalho

20 de janeiro de 2010 | 13h 46
BBC Brasil

Os funcionários do ministério da Saúde da Coreia do Sul têm a partir desta quarta-feira uma ordem incomum: ir para casa mais cedo e procriar. Nesta quarta-feira, às 19 horas, as luzes no prédio do ministério serão apagadas. O governo quer incentivar seus funcionários a passar mais tempo com as suas famílias e, se possível, aumentá-la.

 

A Coreia do Sul tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, inferior até mesmo à do seu vizinho Japão. Aumentar a taxa de natalidade é uma prioridade do governo sul-coreano, que enfrenta um envelhecimento da população e consequentes redução na força de trabalho e aumento nos gastos com saúde.

 

O ministro da Saúde, que passou a ser chamado em tom de brincadeira de "ministro do encontro de casais", é o responsável pela tarefa de aumentar a natalidade e visivelmente acredita que os seus funcionários têm que dar o exemplo à população.

 

Generosos vale-presentes são oferecidos para os funcionários que têm mais de um filho, e a instituição organiza reuniões sociais na esperança que seus burocratas encontrem o amor.

 

No entanto, críticos apontam que o que é realmente necessário é uma ampla reforma para diminuir o custo de se ter uma criança no país.

 

Segundo jornais sul-coreanos, outras medidas são avaliadas para incentivar a população a ter filhos. Segundo o Korea Times, a diferença salarial entre homens e mulheres no país precisa ser reduzida para que as mulheres pensem menos em trabalhar e mais em se reproduzir.

 

De acordo com o diário Chosun Ilbo, as regras de imigração na Coreia do Sul podem ser flexibilizadas para atrair mão-de-obra qualificada para o país.