Descoberto sistema solar com dois anéis de asteróides
Em vários aspectos, sistema de Epsilon Eridani parece ser uma versão mais jovem do nosso Sistema Solar
A estrela Epsilon Eridani tem dois anéis de asteróides e um cinturão externo de material congelado, semelhante à região do nosso Sistema Solar onde se originam alguns cometas e onde fica o planeta-anão Makemake. Satélite Corot detecta 'terremotos' em três estrelas distantes Fotografado planeta em órbita de estrela semelhante ao Sol O mais interno dos anéis é idêntico ao cinturão de rochas que orbita o Sol, enquanto que a outra faixa rochosa tem 20 vezes mais material. Cientistas dizem que a presença dos cinturões indica que há planetas ainda não vistos no sistema. A gravidade desses planetas é necessária para manter os cinturões "na linha". Epsilon Eridani é um pouco menor e mais fria que o Sol, e fica a cerca de 10 anos-luz da Terra. É a estrela mais próxima do Sol a ter um planeta confirmado - Epsilon Eridani b, descoberto em 2000 e confirmado em 2006 - e alguns entusiastas da série Jornada nas Estrelas identificam-na como a estrela natal do personagem Sr. Spock. Trata-se da nona estrela mais próxima do Sol, e é visível no céu a olho nu, na constelação de Eridanus. Também é jovem, com 850 milhões de anos, ou menos de um quarto da idade do Sol. O principal autor do trabalho quer descreve a descoberta dos anéis, Dana Backman, do Instituto Seti, diz em nota que o sistema "provavelmente se parece muito com o nosso, quando era mais novo". O nosso Sistema Solar tem um cinturão de asteróides localizado entre Marte e Júpiter, com 5% da massa da Lua. Usando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, a equipe de Backman encontrou um cinturão idêntico, e a uma distância equivalente da estrela, no sistema de Epsilon Eridani. O segundo cinturão fica seis vezes mais longe da estrela, numa distância equivalente à que separa o Sol do planeta Urano. Esse cinturão tem massa igual à da Lua. O terceiro anel, de material congelado, fica ainda mais longe, indo de cerca de 30 vezes a cerca de 100 vezes a distância que separa a Terra do Sol. O Sol tem um cinturão de fragmentos congelados para além da órbita de Netuno, o Cinturão de Kuiper, mas o anel de gelo de Epsilon Eridani contém 100 vezes mais massa. Depois de seu "rebaixamento" a planeta-anão, Plutão passou a ser considerado, por muitos astrônomos, como o principal objeto do Kuiper. A equipe de Backman sugere que o Cinturão de Kuiper continha muito mais material no passado, mas que os objetos podem ter sido arremessados para o espaço distante por perturbações gravitacionais ou mergulhado em direção ao Sol, colidido com planetas e luas, bilhões de anos atrás. Segundo os autores da descoberta, três planetas, com massas intermediárias entre as de Netuno e Júpiter, poderiam explicar a distribuição de material observada em Eridani. O planeta descoberto em 2000 - com massa um pouco maior que a de Júpiter - ficaria perto do anel mais interior, mas a presença desse cinturão restringe a possível órbita do astro, já que sua gravidade poderia arrancar os asteróides da formação. A descoberta dos anéis será descrita em janeiro na publicação The Astrophysical Journal.
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