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Em três décadas, 608,2 mil foram infectados pelo vírus da aids no Brasil

Segundo dados do boletim epidemiológico Aids/DST 2011, o maior número de casos (56,4%) está concentrado na Região Sudeste

28 de novembro de 2011 | 12h 07
Central de Notícias com Agência Brasil
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Estimativa de pessoas infectadas pelo         HIV permanece estável em cerca de 0,6% da população - José Luis da Conceição/AE
José Luis da Conceição/AE
Estimativa de pessoas infectadas pelo HIV permanece estável em cerca de 0,6% da população
ave;s vésperas do Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde divulga nesta segunda, 28, o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, assinalando que, entre 1980 e junho de 2011, 608.230 pessoas foram infectadas com o vírus da aids no Brasil. O maior número de casos de aids está concentrado na Região Sudeste – a mais populosa – onde o Ministério da Saúde registra 343.095 casos – 56,4% dos casos já contabilizados no País.
Ainda de acordo com o boletim, em 2009 foram diagnosticados 35.979 casos. Já em 2010, esse número caiu para 34.212. O número de óbitos passou de 12.097 para 11.965, na mesma comperação. Em 2010, a Região Sul apresentou a maior taxa de incidência, isto é, 28,8 novos casos para cada 100 mil habitantes.   A estimativa de pessoas infectadas pelo HIV permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência de novos casos teve uma redução leve de 18.8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010. A prevalência na população masculina é de 0,82% e entre as mulheres de 0,41%. Menos de 1% da população de 15 a 49 anos tem aids, apontam os dados.   O investimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de saúde, são apontados pelo ministério como as principais razões para a diminuição no número de casos.   “Estamos investindo na expansão da testagem rápida para garantir que o diagnóstico seja o mais breve possível, com ações do Fique Sabendo. Quanto mais cedo o vírus é descoberto, mais cedo tem início o tratamento, proporcionando qualidade de vida para quem vive com a doença”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em São Paulo
A aids matou quase nove pessoas por dia no Estado de São Paulo, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde. Em 10 anos, a proporção de casos notificados cresceu 52% entre homens que fazem sexo com homens e 30% entre os heterossexuais.   De acordo com boletim epidemiológico do Programa Estadual de DST/Aids da secretaria, no ano passado foram registrados 3.141 óbitos, o que representou taxa de mortalidade de 7,6 mortes por 100 mil habitantes. Em 2009 a o índice de mortalidade por aids foi de 7,9. Em relação a 1995, quando houve 7.739 óbitos pela doença, a taxa de mortalidade caiu 67% no estado. O boletim aponta também que, apesar da redução no número de casos desde a segunda metade da década de 1990, a proporção de infecções em homens que fazem sexo com homens cresceu 52,4% entre 2000 e 2010. Entre os heterossexuais esse crescimento foi de 30,5%, enquanto entre os usuários de drogas injetáveis houve queda de 73,2%.   A incidência de aids no estado caiu pela metade na última década. A razão de casos vem se mantendo em dois masculinos para cada um feminino. A faixa etária predominante dos casos da doença é a de 30 a 39 anos, com incidência de 32 por 100 mil habitantes. Desde o início da epidemia, em 1980, até junho deste ano foram registrados 212.271 casos de Aids em todo o Estado.   Grávidas, homossexuais e adolescentes
Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010.   O boletim, no entanto, chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos.  Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.   Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil desde o início da epidemia ocorre entre jovens. O quadro levou o Ministério da Saúde a priorizar este público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1 de dezembro.   A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan “A aids não tem preconceito. Previna-se”, reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/aids. Também busca uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.



Tópicos: Aids, Brasil, Saúde, Vida

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