Estudantes ocupam reitoria da PUC em São Paulo
Universitários alegam que com o 'redesenho instituicional' professores estão sendo demitidos
Cerca de 150 alunos ocuparam por volta das 22 horas de segunda-feira, 5, o prédio da reitoria da Pontifícia Universidade Católica (PUC), localizada na Rua Monte Alegre, em Perdizes, zona oeste da capital. Eles permaneceram no local durante toda a madrugada e, na manhã desta terça-feira, 6, afirmaram que "não têm previsão de saída", segundo um aluno que não quis ser identificado. Os universitários alegam que desde o ano passado, a administração da universidade vem implementando o que eles chamam de "redesenho institucional", no qual houve corte no orçamento educacional, inclusive com demissão de pelo menos sete professores de História. Na segunda-feira, em uma assembléia realizada no teatro da universidade, os estudantes decidiram abandonar os debates e ocupar a reitoria. Uma faixa com a frase "sob nova direção" foi estendida na porta da administração. De acordo com os estudantes, a intenção da reitoria, que não quer abrir diálogo com o universitários, é de, no dia 12 de dezembro deste ano, já no período de férias, votar o plano de reestruturação da universidade sem a participação dos alunos. Segundo os alunos, a invasão ocorreu porque ela não quer dialogar com os universitários a respeito deste "redesenho institucional". Ainda na segunda, a reitoria negou o diálogo com o estudantes, os quais devem redigir uma carta reivindicatória nesta terça. "Não posso ser impedida de trabalhar por conta disso. Isso é uma agressão", disse uma professora da universidade, que preferiu manter sua identidade preservada. Está marcada para as 21 horas uma assembléia geral para discutir as reivindicações e demandas específicas dos alunos. A reitora da PUC, Maura Pardini Bicudo Veras, foi procurada, mas não quis falar a respeito do ocorrido. A Assessoria de Comunicação Institucional (ACI) da instituição espera divulgar um comunicado oficial sobre o assunto ainda nesta manhã. Pouco depois da zero hora desta terça, policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Civil, chegaram ao local, mas foram embora sem intervir. Durante a manhã, policiais civis permaneceram na porta da universidade impedidos de entrar. Matéria ampliada às 9h17 para acréscimo de informações
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