EUA vão propor meta para emissões de CO2 em Copenhague
Fonte oficial afirmou que proposta que será apresentada será baseada no texto que corre no Congresso
Os Estados Unidos vão propor uma meta para a redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa durante a conferência climática de dezembro em Copenhague, conforme propostas já apoiadas por líderes parlamentares norte-americanos, disse uma fonte oficial nesta segunda-feira, 23.
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Essa fonte, que pediu anonimato, disse também que a Casa Branca vai decidir "nos próximos dias" se e quando o presidente Barack Obama vai participar da reunião da ONU, que deve durar duas semanas e tem o objetivo de definir um novo tratado climático global - embora haja dúvidas sobre a viabilidade da aprovação de um acordo de cumprimento obrigatório.
Os Estados Unidos, maior emissor de gases-estufa em termos per capita, terão um papel determinante na conferência, mas a posição do governo Obama tem sido dificultada devido à demora na tramitação de uma nova lei climática no Senado norte-americano.
A fonte norte-americana disse que os negociadores dos EUA proporão uma meta de reduções das emissões de gases-estufa -- entre os quais o mais importante é o dióxido de carbono (CO2) -- que leve em conta os projetos que tramitam na Câmara e no Senado.
"Não queremos sair na frente ou contradizer o que possa ser produzido por meio da legislação. Qualquer número que colocarmos sobre a mesa será com referência àquilo que achamos que possa sair do processo legislativo", disse a fonte, sem explicar se os EUA apresentarão uma cifra ou um intervalo possível.
A Câmara já aprovou um projeto que estabelece uma redução de 17 por cento nas emissões até 2020, em relação aos níveis de 2005. A versão do Senado prevê uma redução de 20 por cento.
A Dinamarca, anfitriã da reunião da ONU, ainda espera que os participantes definam um acordo "politicamente vinculante", que leve à redução das emissões nos países desenvolvidos até 2020 e estimule os países em desenvolvimento a também desacelerarem as suas emissões, em troca de ajuda dos países ricos para se adequarem à mudança climática.
A Dinamarca disse no domingo que 65 líderes mundiais já confirmaram presença no evento de 7 a 18 de dezembro - entre eles, os governantes de Grã-Bretanha, Alemanha, França, Austrália, Japão, Indonésia e Brasil. A presença de Obama é considerada crucial para a legitimidade de um eventual acordo.
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