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Grávida é vítima de trote violento no interior de SP

De acordo com o boletim de ocorrência, Priscila, de 18 anos, foi atacada com mistura de solvente e gasolina

11 de fevereiro de 2009 | 16h 02
Fabiana Marchezi, do estadao.com.br

estudante grávida de três meses foi internada na Santa Casa de Santa Fé do Sul, interior paulista, com queimaduras depois de ter sido vítima de trote violento no primeiro dia de aula das Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul (Funec).   Veja também:  Conte a sua história de trote

 Você aprova os trotes de veteranos em calouros?  Você tem imagens de trote? Envie ao Foto Repórter Editorial: Os selvagens debiloides Vítima de trote em Leme-SP aponta 2 veteranos à polícia Trote leva calouro para o hospital, em Leme (SP) Pesquisador diz que prática é medieval   De acordo com o boletim de ocorrência, Priscila Rezende Muniz, de 18 anos, teria sido atacada em uma rampa da faculdade por uma aluna do curso de pedagogia. A menina teria jogado solvente misturado com gasolina e creolina sobre o corpo de Priscila, que foi medicada e liberada do hospital. Priscila teve queimaduras de 2º grau.   Uma outra caloura, Jessica da Silva Rezende, de 17 anos, também foi atacada e teve queimaduras de 1º grau. O caso foi encaminhada à Delegacia da Mulher da cidade.   Na segunda-feira, 9, o estudante Bruno César Ferreira, de 21 anos, calouro do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Anhanguera Educacional, em Leme, foi ferido com um chicote, obrigado a se jogar numa lona com excrementos de animais e aves em decomposição, amarrado a um poste onde recebeu chutes no abdome e na cabeça, obrigado a beber pinga e acabou internado na Santa Casa do município, em coma alcoólico.   "Depois de tudo isso, sentei em uma cadeira e um veterano me chutou. Me contaram que caí, bati a cabeça, fiquei desacordado. Foi quando me levaram para uma república (casa de estudantes) para tentar me reanimar. Como não conseguiram, me largaram na rua, como indigente", conta ele. "Se fazem isso com um ser humano, imagina o que esses futuros médicos veterinários farão com um animal", diz.   Bruno foi levado ao hospital pela mãe de uma aluna que o encontrou na rua. Foi liberado na tarde de anteontem. "Não aguento de dor no abdome", disse. "Para lá (Anhanguera) eu não volto. Eles estão educando vândalos, não futuros profissionais", afirmou ele, ontem. O caso foi registrado na polícia.

Atualizada às 19h59




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