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H1N1 leva sauditas a sugerir adiamento de peregrinação a Meca

Gestantes, crianças, velhos e pessoas doentes deveriam considerar um adiemento, diz o ministro da Saúde

30 de junho de 2009 | 13h 51
Reuters

As autoridades da Arábia Saudita pediram que os idosos, crianças e outros muçulmanos de saúde frágil adiem a peregrinação anual a Meca, o haj, numa tentativa de evitar a disseminação em larga escala da gripe suína no país.

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documento Folheto oficial do Ministério da Saúde

Cerca de 3 milhões de muçulmanos deslocam-se à cidade de Meca vindos de mais de 160 países a cada ano, criando uma das maiores aglomerações humanas de natureza religiosa do mundo.

A temporada do haj de 2009 começará em novembro, mas os muçulmanos também podem fazer uma peregrinação menor, a umra, a qualquer momento.

"Especialistas recomendam que os idosos, pessoas com doenças crônicas, crianças e mulheres grávidas adiem seus planos para o haj, para sua própria segurança", disse o ministro saudita da Saúde, Abdullah al-Rabeeah.

Ele pediu aos peregrinos que tomem a vacina contra a gripe comum, bem como a vacina para o vírus H1N1, assim que se torne disponível, antes de se deslocarem a Meca. 

Para atender aos peregrinos, o reino aumentará seu estoque da droga antiviral Tamiflu em 20%, disse um porta-voz do ministério, Khaled Mirghalani. Esse incremento é o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde para o resto do mundo.

Fabricantes de medicamentos estão se preparando para produzir em massa uma vacina contra o H1N1, e o os governos já encomendaram milhões de doses.

"Não existe imunidade a este vírus, e ele vai se espalhar como fogo em lenha seca", disse Hassan El-Bushra, um conselheiro regional da OMS.

A Arábia Saudita, maior país exportador de petróleo do mundo, até agora registra 81 casos de H1N1, a maior parte dos quais foi curada, disse Rabeeah.




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