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Harvard leva a Buenos Aires simulação da ONU

Evento reúne universitários de todo o planeta para discutir questões internacionais

12 de janeiro de 2012 | 15h 16
Cedê Silva - Especial para o Estadão.edu

Hotel Hilton, em Puerto Madero, sedia os quatro dias do evento - Reprodução
Reprodução
Hotel Hilton, em Puerto Madero, sedia os quatro dias do evento

As simulações da ONU podem ser descritas como micaretas de nerd: durante quatro ou cinco dias, universitários debatem temas da agenda internacional, e, à noite, festejam como se não houvesse amanhã.

Isso parece ser especialmente verdadeiro no evento que começou nesta quinta-feira, 12, em Buenos Aires. Trata-se da primeira edição latino-americana do Harvard National Model United Nations, o mais tradicional do mundo. Como sua secretária-geral descreve no site, "esperamos abraçar a tradição dos porteños: jantar às 21h, começar a dançar às 2h, e dormir até o meio-dia!". Por causa da origem americana - "Model United Nations" - as simulações também são conhecidas no Brasil como modelos.

No HNMUN-LA, cerca de 250 universitários de todo o planeta, inclusive do Brasil, irão assumir o papel de diplomatas dos diferentes países e debater, em inglês, assuntos da agenda internacional em seis salas do Hotel Hilton. Cada sala será um comitê da ONU, como o Conselho de Direitos Humanos ou o Conselho de Segurança. Neste, o mais importante órgão das Nações Unidas, a baiana Priscila Doria, de 23 anos, estudante de Relações Internacionais (RI) na Unijorge, vai representar a África do Sul. Com quatro modelos no currículo - três deles fora do Brasil - Priscila chefia uma delegação de 15 brasileiros de 8 Estados diferentes, incluindo Paraíba, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Para quase todos, será a primeira simulação. Além da África do Sul, eles vão representar Afeganistão, Austrália, Coreia do Norte, Espanha e Líbano. "Eles estão na tensão da primeira vez", conta Priscila, que arregimentou os "delegados" com convocações no Facebook em grupos ligados a RI.

Para orientar os novatos, Priscila organizou reuniões via Skype - "chegamos a ter 10 pessoas ao mesmo tempo", conta - sempre em inglês, para treinar o idioma do modelo. Também preparou um guia em PDF e os ajudou a redigir o documento de posição oficial - texto obrigatório, de uma página, no qual o aluno expressa a política externa de seu país sobre o tópico em debate.

Carreira. A professora da Faap Raquel Rocha, de 29 anos, acompanha uma outra delegação brasileira, composta por 13 alunos da faculdade e outros três da PUC-SP. Eles vão representar Argélia, Reino Unido e Suécia. Coordenadora de projetos de iniciação científica da faculdade de Economia, e, mais importante, veterana de simulações da ONU, Raquel conta que os delegados aproveitaram, como treinamento, as simulações quinzenais realizadas na escola que são parte parte da preparação para o Fórum Faap - simulação em moldes semelhantes, mas na qual os diplomatas são alunos do ensino médio.

A ideia foi da chefe da delegação, Amanda Pina, de 22 anos, estudante de RI e Economia. Fluente em espanhol, Amanda vai aproveitar a temporada na Argentina para um estágio de três semanas em um banco, logo após a simulação. Ela entrevistou os alunos candidatos a representar a Faap em Buenos Aires, e vetou alguns deles. "Meu principal objetivo é levar a cultura de modelos de volta à faculdade", afirma. "Hoje tem alunos que nunca ouviram falar disso." Amanda quer a Faap enviando delegações para as principais simulações do mundo, realizadas nos Estados Unidos e na Europa.

Para Amanda, "em qualquer profissão, deve-se aprender a negociar e argumentar". Caso isso não funcione, há uma carta na manga: como vai representar o Reino Unido no Conselho de Segurança, ela terá poder de veto. O tópico é a fronteira entre Afeganistão e Paquistão.

Outro lado. Os modelos não atraem apenas alunos de Humanas. João Ferrer, no 4.º semestre de Engenharia Mecânica da Faap, tem 20 anos e está em Buenos Aires para sua terceira simulação - a segunda como delegado. "Estudei muito porque sei que o nível dos debates será alto", conta ele, que passou o revéillon preparando o documento de posição (o prazo era 31 de dezembro). "É legal porque a gente aprende geografia e história. Para debater nos modelos, você tem que saber de política e a qual grupo seu país pertence", explica. Como Reino Unido, João vai discutir a diminuição da população de peixes -  pretende trabalhar na área ambiental depois da formatura.

Além da seriedade das negociações, as simulações da ONU também têm seus momentos de descontração. Depois da tarde de trabalhos, os delegados confraternizam nos chamados "eventos sociais", que se estendem até a madrugada. No HNMUN-LA, os debates começam apenas às 13 horas.





Tópicos: ONU, Simulação, Harvard

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