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Hospital faz primeiros transplantes de útero de mãe para filha

Duas mulheres na faixa dos 30 anos receberam os úteros de suas respectivas mães: uma teve o órgão extirpado após um câncer e a outra tinha nascido sem útero

18 de setembro de 2012 | 15h 34
Efe

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Cirurgiões falam em coletiva de imprensa - Efe
Efe
Cirurgiões falam em coletiva de imprensa

 Uma equipe de médicos da Universidade de Gotemburgo e do Hospital Universitário Sahlgrenska, na Suécia, realizaram no fim de semana passado os dois primeiros transplantes de útero de mãe para filha no mundo, anunciou nesta terça-feira, 18, esta instituição acadêmica.

Trata-se de duas mulheres na faixa dos 30 anos que receberam os úteros de suas respectivas mães: uma teve o órgão extirpado após receber um tratamento contra o câncer de colo uterino e a outra tinha nascido sem útero.

Em agosto do ano passado uma equipe de médicos turcos em Antalaya realizou com sucesso o primeiro transplante destas características em uma jovem de 21 anos, mas a doação foi recebido de uma paciente falecida.

"Mais de dez cirurgiões participaram das operações, que foram realizadas sem complicações. As mulheres que receberam novos úteros estão bem, embora cansadas", assinalou em comunicado Mats Brännström, professor de obstetrícia e ginecologia da Universidade de Gotemburgo (sudoeste da Suécia) e líder da equipe.

Os transplantes são o resultado de um amplo trabalho de pesquisa iniciado em 1999 pelo próprio Brännström na Universidade de Gotemburgo.

O projeto resultou na publicação até agora de cerca de 40 artigos científicos e envolve 20 cientistas, médicos e especialistas.

Antes das operações as duas mulheres foram submetidas à fecundação in vitro e os embriões foram congelados.

Agora deverão esperar um ano para que esses embriões sejam implantados e tentar portanto ficar grávidas, explicou Brännström em um vídeo divulgado pela Universidade de Gotemburgo.

"Há boas possibilidades que possam ter filhos", assinalou o especialista sueco.

Ao redor de 15% das mulheres são estéreis, e entre 0,5% e 1% dos casos obedece a deficiências no útero, segundo dados desta universidade sueca.

Na Suécia há umas 2.000 mulheres de entre 20 e 40 anos que são candidatas potenciais a receber um transplante de útero.






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