Imagens em infravermelho confirmam impacto em Júpiter
Nuvem brilhante que aparece nessa faixa de luz representa destroços do impacto flutuando na atmosfera
A Nasa divulgou na noite de segunda-feira, 20, imagens em infravermelho que dão sustentação à hipótese de que o planeta Júpiter foi atingido, recentemente, por outro astro, um cometa ou asteroide. Os autores da foto em infravermelho, os astrônomos Glenn Orton e Leigh Fletcher, já haviam defendido a ideia do impacto em entrevista ao estadao.com.br, na tarde de ontem.
Astrônomos veem sinal de novo grande impacto em Júpiter
A nota da Nasa que acompanha as fotos lembra que a descoberta do sinal da colisão acontece 15 anos após o primeiro, e até agora único, impacto entre dois astros do Sistema Solar já acompanhado por cientistas - o mergulho de fragmentos do cometa Shoemaker-Levy 9 na atmosfera de Júpiter.

Imagem em infravermelho mostra a nuvem de destroços flutuando sobre a marcda do impacto. Nasa
O sinal de um possível impacto em Júpiter havia sido detectado inicialmente por um astrônomo amador, o australiano Anthony Wesley. Seguindo a dica de Wesley, Orton e Fletcher usaram o Telescópio Infravermelho mantido pela Nasa no Havaí, para reunir evidências da colisão.
As imagens em infravermelho mostram uma marca escura perto do Polo Sul, e partículas brilhantes na atmosfera superior. A mancha brilhante representa o calor do Sol sendo refletido por partículas de material que flutuam acima da atmosfera. Essas partículas possivelmente são vestígios de alguma coisa que atingiu o planeta e explodiu.
"Poderia ser o impacto de um cometa, mas ainda não temos certeza", disse Orton. Falando à revista britânica NewScientist, Fletcher disse que a cicatriz deixada pelo impacto parece ter o tamanho do planeta Terra.

Imagem em infravermelho do local da colisão obtida pelo telescópio infravermelho Keck 2. Divulgação
Outro telescópio infravermelho baseado no Havaí, o Keck 2, também obteve imagens da nuvem de dejetos produzida pela colisão. Segundo nota divulgada pelo observatório W.M. Keck, que abriga o telescópio, as imagens são consistentes com o tipo de ejeção de material observada durante o impacto do Shoemaker-Levy 9, em 1994.
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