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Judeus celebram medida contra bispo que negou Holocausto

Conselho Central dos Judeus da Alemanha disse que há condições para retomada das relações com a Igreja

04 de fevereiro de 2009 | 19h 22
REUTERS

O Conselho Central dos Judeus da Alemanha elogiou nesta quarta-feira, 4, o Vaticano por recuar da decisão de reabilitar um bispo tradicionalista que nega o Holocausto, e disse que agora há condições para uma retomada das relações com a Igreja Católica.   Veja também:  Vídeo: A polêmica entrevista do bispo Williamson Blog de Richard Williamson Judeus alemães condenam perdão a bispo que nega Holocausto Vaticano volta a condenar declarações de lefebvrianos Mais um sacerdote lefebvriano questiona o Holocausto Rabinato de Israel rompe relações com a Santa Sé Papa divide Vaticano ao reabilitar bispo que nega o Holocausto Grupo católico pede desculpas por membro que negou o Holocausto  Fala de cardeal gera tensão entre Vaticano e Israel

Chartlotte Knobloch, presidente do Conselho dos Judeus, disse que a decisão do Vaticano foi um sinal positivo em reação ao pedido da chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel por esclarecimentos, depois que o papa Bento XVI provocou ultraje ao reabilitar o bispo.

"É o primeiro passo que pode levar à retomada do diálogo com a Igreja Católica", disse Knobloch em nota com tom conciliador. Na semana passada, ela anunciara o rompimento das relações da instituição que dirige com a Igreja Católica.

Ela estava indignada com a decisão do papa alemão de reabilitar o bispo Richard Williamson, que nega a amplitude do Holocausto nazista, responsável pela morte de 6 milhões de judeus. Outros três membros da ultratradicionalista Sociedade de São Pio X (SSPX) também haviam sido reabilitados.

Knobloch também elogiou o Vaticano por declarar que a SSPX deve aceitar todos os ensinamentos do Concílio Vaticano Segundo, que pregava o respeito ao judaísmo e a outros credos.

"Isso significaria que a irmandade teria de se retratar publicamente de declarações segundo as quais os cidadãos judeus são os assassinos de Deus, e condenar firmemente qualquer forma de negação do Holocausto", disse Knobloch.

(Reportagem de Madeline Chambers)



Tópicos: RELIGIAO, JUDEUS, PAPA*