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Lei proíbe alunos de usar celular dentro da sala de aula em SP

Projeto, que prevê a proibição na rede estadual e particular, tem de ser sancionado pelo governador

31 de agosto de 2007 | 9h 07
Luísa Alcalde, do Jornal da Tarde

Daqui um mês alunos de escolas estaduais e particulares de São Paulo podem ficar proibidos de usar o celular em sala de aula, caso o projeto de lei 132/07, que proíbe o uso dos aparelhos em classe seja sancionado pelo governador José Serra.

 

A proposta, de autoria do deputado estadual Orlando Morando (PSDB), foi aprovada terça-feira, 28, na Assembléia Legislativa. Como não precisa de regulamentação, a nova lei entrará em vigor assim que for aprovada pelo governo. Nos intervalos das aulas os telefonemas estão liberados.

 

O projeto confere aos professores a tarefa de fiscalizar os alunos. Na prática, isso já acontece principalmente em colégios particulares que regulam o uso do aparelho na escola por meio do regimento interno. O Dante Alighieri, nos Jardins, na zona sul da capital, recomenda que o professor tire o aparelho do aluno flagrado conversando em classe e o devolva no final da aula.

 

Já no Colégio Arquidiocesano, na Vila Mariana, também na zona sul, os aparelhos usados em aula são recolhidos e entregues somente aos pais dos alunos. "O celular tumultua o ambiente e desfavorece o aprendizado", afirma Isabel Cristina Michelan Azevedo, diretora educacional do Arquidiocesano.

 

A novidade foi bem recebida pelo presidente do Sindicato das Escolas Particulares de São Paulo (Sieesp), José Augusto de Mattos Lourenço. "Sala de aula não é lugar para celular, iPod, mp3 e outros aparelhos", disse. Na rede pública a lei vai servir de apoio aos professores que terão um argumento a mais para tentar barrar o uso do telefone em classe.

 

Outro lado

 

Rodrigo Pimenta da Silva, 18 anos, aluno da Escola Estadual Albino César, no Tucuruvi, na zona norte, diz que os professores avisam que não permitem que os aparelhos fiquem ligados durante as aulas, mas, segundo ele, nem todos os colegas respeitam essa regra.

 

"Tem uns cinco ou seis que sempre atendem. A professora fala para desligar porque senão vai colocá-los para fora da classe, mas sempre fica por isso mesmo", conta o rapaz. Edson Silva, de 15 anos, aluno do primeiro ano do ensino médio de uma escola estadual aprova a proibição.

 

"Tem dia que não dá para prestar atenção na aula. São vários celulares tocando ao mesmo tempo", reclama. Ele diz que leva o dele, mas não deixa o aparelho ligado. William Pereira da Silva, de 16 anos, também aluno da rede estadual, desaprova a nova lei e considera que existem chamadas que precisam ser atendidas com urgência. "Não só de familiares, mas de amigos e namoradas", diz ele.

 

A Assembléia Legislativa também aprovou na noite de terça-feira o projeto de lei do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) que obriga as escolas a prevenir e combater o bullying (violência física ou psicológica praticada contra pessoa ou grupo, como apelidos e pichações depreciativas). Até o bullying pela internet vai ser vigiado e punido.





Tópicos: Celular na escola

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