Normas orientam sobre varizes
Diretrizes apresentadas a médicos têm objetivo de unificar informações até sobre prescrição de meias compressivas para tratamentos de doenças vasculares
A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lançou ontem duas diretrizes para tratamentos de doenças vasculares: uma sobre o uso da meia compressiva elástica para quem tem varizes e outra sobre intervenções cirúrgica e seus benefícios.

“O papel principal é deixar explícito de forma pública quais são, hoje, os melhores tratamentos que o paciente pode receber”, explicou Aldemar Castro, coordenador nacional das diretrizes apresentadas ontem durante o 39.º Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular.
De acordo com Castro, estudos científicos foram analisados por cerca de 142 especialistas durante os últimos dois anos para garantir e unificar as normas mais eficazes no tratamento de varizes. Estimativas da SBACV apontam que 50% das mulheres e 37% dos homens brasileiros têm varizes.
A diretriz Terapia de Compressão Elástica dos Membros Inferiores garante os benefícios do uso das meias compressivas no tratamento de varizes. “O produto faz uma pressão na perna do tornozelo para a coxa e melhora o retorno venoso do sangue que vai para o pé de volta para o coração”, diz Marcondes Figueiredo, cirurgião vascular que coordenou a norma.
Segundo o médico, é importante que haja prescrição médica para o uso do produto. Sem orientação de um profissional, diz Figueiredo, a pessoa pode usar meias de tamanho e compressão errados e não obter bons resultados. No caso das gestantes, o cirurgião esclarece que as meias não podem ser indicadas como se prevenissem alguma coisa. “Afinal, ela (meia) só ajuda a amenizar os sintomas (dores) da doença.”
A outra diretriz lançada ontem trata dos tipos de procedimentos existentes para tratamento de varizes: medicamentoso, de cirurgia aberta, de radiofrequência endovascular (introdução de cateteres dotados de dispositivo de radiofrequência e que fecham os vasos), laser (introdução de cateter com laser dentro das varizes para destruí-las com calor) e escleroterapia com espuma (introdução de um líquido com seringas que, jogado de um lado para o outro, faz bolhas que também ajudam a fechar os vasos).
José Aderval Aragão, coordenador da norma, salienta, porém, que nenhum tipo de tratamento é melhor que o outro. “O paciente pode optar e ser tratado com aquilo que estiver ao seu alcance ou do seu médico, com tranquilidade.”
Existem quatro diferentes fabricantes nacionais de meias compressivas que cobram em média R$100 pela unidade e já oferecem cores variadas, além das conhecidas meias cor da pele.
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